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SÃO PAULO – O barril de petróleo conseguiu resistir ao nervosismo dos investidores e voltou a fechar em alta nesta quinta-feira (22). As cotações superaram o pessimismo forte trazido por novas projeções e sinais negativos acerca da saúde da economia global.
Colaborando com os ganhos, o ministro de Energia da Argélia afirmou que a Arábia Saudita, a maior exportadora de óleo bruto atualmente, reduzirá sua produção cerca de 300.000 barris diários a mais do que o determinado pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em sua última reunião.
Chakib Khelil ressaltou ainda que o cartel não hesitará em determinar outra redução “se necessário” em março, em sua próxima reunião, em Viena, para sustentar os preços da commodity.
A perspectiva de desaceleração generalizada vem penalizando os preços do óleo bruto desde meados do ano passado, quando a crise financeira passou a se aprofundar mais rapidamente. Com um menor crescimento projetado, espera-se menor demanda por commodities, a exemplo do petróleo.
Um sinal disso foi dado nesta sessão pelos dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA). Os estoques de petróleo tiveram a sua quarta alta semanal consecutiva entre 9 e 16 de janeiro. O nível dos estoques nos EUA avançou em 6,1 milhões de barris, superando as expectativas de alta de 1,4 milhão de barris.
Premissas negativas
O noticiário pelo mundo não foi favorável às cotações. O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou que a economia alemã irá recuar 2,5% em 2009, tendo o pior desempenho desde a Segunda Guerra Mundial. Além disso, a economia chinesa mostrou desaceleração, crescendo 6,8% no quarto trimestre de 2008.
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O cenário não foi muito diferente nos EUA. O número de casas em início de construção atingiu seu menor nível desde o início das apurações. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego ficou acima do esperado na última semana.
Confira as cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 45,39 no pregão desta quinta-feira, alta de 0,82% em relação ao último fechamento.
O contrato com vencimento em março de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 43,67 por barril, configurando uma alta de 0,28% frente ao fechamento anterior.