After market

Barreiras no HSBC para Itaú e Bradesco, entrevista com CFO da Oi e mais 10 notícias agitam a noite

Confira quais são as novidades do mercado após o fechamento da Bolsa nesta quinta-feira

SÃO PAULO – Depois de manhã e tarde agitados durante o pregão da Bolsa nesta quinta-feira (11), quem esperava por calmaria com o fechamento dos mercados se surpreendeu com um turbilhão de notícias da noite. Novos desdobramentos da venda do HSCB, expectativas de Joaquim Levy na arrecadação de recursos repatriados, proventos e entrevista com diretor da Oi são apenas alguns dos fatos que podem mexer com a Bovespa na última sessão da semana.

Confira as notícias que agitaram o mercado nesta noite:

Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acredita poder arrecadar R$ 15 bi este ano com repatriação de recursos que estão no exterior e não foram declarados à Receita Federal, informou o Valor-Pró, sem revelar como obteve a informação. Quem optar por agir de acordo com a medida, contaria com o perdão por crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, mas teria que pagar Imposto de Renda sobre a verba e multa.

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Petrobras
A Petrobras (PETR3;PETR4) apresentou relatório hoje (11) falando sobre o descumprimento de procedimentos operacionais, um dos fatores que provocou a explosão da plataforma Cidade de São Mateus, Espírito Santo, e negou que teria sido alertada de falhas antes do acidente.

Segundo a companhia, um relatório sobre a explosão da plataforma já foi entregue a autoridades competentes. O documento foi encaminhado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), à Polícia Federal e à Polícia Civil, com as quais a petroleira afirma estar colaborando desde o início das investigações.

Ainda no noticiário da estatal, a gestora do megainvestidor George Soros informou o mercado que desfez toda a posição que tinha sobre a Petrobras, a Embraer (EMBR3) e TIM Brasil (TIMP3). Desta forma, o bilionário retirou todos os recursos que tinha investido no Brasil.

Bancos
Compra do HSBC no Brasil por Bradesco ou Itaú enfrentaria maiores restrições devido às participações de mercado dessas instituições no Brasil, disse uma fonte do governo que acompanha o assunto.

O market share das duas companhias é mais elevado que o do Santander ou outros bancos nos segmentos de crédito e cartões. Até dezembro do ano passado, o Bradesco detinha aproximadamente 10% do mercado de crédito nacional, acompanhado por Itaú, com 12,6%, e Santander, com 6,7%. Já o HSBC tinha 1,8%.

Bradesco e Santander emitiram, nesta noite, declarações em resposta ao pedido de esclarecimento à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre informações veiculadas na imprensa. Ambas as instituições afirmaram que, caso recebam notificação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), irão analisar o embasamento jurídico para tomar as medidas cabíveis.

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As assessorias de imprensa do Banco Central, Cade e HSBC informaram que não vão comentar o assunto.

Bradesco
A diretoria do Bradesco (BBDC3; BBDC4) anunciou, poucos instantes após o fechamento dos mercados nesta quinta-feira (11), que irá submeter ao seu conselho de administração uma proposta para pagamento de dividendos relativos aos resultados obtidos no primeiro semestre. O valor dos proventos, se aprovado, deverá ser de R$ 912 milhões, o equivalente a R$ 0,172629101 por ação ordinária e R$ 0,189892011 por papel preferencial.

Segundo fato relevante enviado ao mercado, serão beneficiados pela medida os acionistas que tiverem ações do banco até o pregão do dia 22 de junho, segunda-feira. A partir do dia seguinte, os ativos ficarão “ex” dividendos. Assim que a proposta for aprovada, o pagamento será feito em 17 de julho pelo valor declarado, não havendo retenção de Imposto de Renda na fonte.

Banco Safra
O Banco Safra contratou Roberto Correa Barbuti, ex-co-chefe do banco de investimento do Bank of America, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto. O anúncio ainda não foi oficializado. Ainda de acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, Barbuti já teria começado a trabalhar no banco, que, procurado, não deu retorno. 

Oi
A venda de 600 mi euros em bonds para 2021, hoje, é parte de uma estratégia mais ampla para melhorar perfil de dívida, segundo Flavio Guimarães, diretor-financeiro da Oi (OIBR4), em entrevista à Bloomberg. “Temos trabalhado para mostrar aos investidores as melhorias feitas dentro da companhia, e a emissão representa nosso retorno ao mercado de capitais”, disse por telefone. Segundo ele, os recursos captados serão usados para comprar certas notas denominadas em euro e com vencimento no curto prazo. A companhia pode vender novos títulos “assim que reconhecermos boas oportunidades de preço e vencimento”.

TIM Participações
O conselho de administração da TIM Participações (TIMP3) aprovou os contratos de fornecimento de equipamentos e de prestação de serviços firmados com a Italtel para dois projetos. De acordo com comunicado enviado ao mercado, o valor fechado pelo acordo foi de R$ 13,911 milhões. Os contratos foram aprovados em reunião realizada na última quarta-feira.

Gol
A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s alterou a perspectiva dos ratings de crédito corporativo atribuídos à Gol (GOLL4), de estável para negativa. Também foi rebaixado o rating de crédito corporativo na Escala Nacional Brasil, de ‘BBB’ para ‘BB’, com perspectiva negativa. Foram reafirmados os ratings ‘B’ na escala global da empresa. 

“A alteração da perspectiva dos ratings na escala global reflete nossas expectativas de que o enfraquecimento do real em relação ao dólar impactará as métricas de crédito da empresa, o que aumentaria sua alavancagem e enfraqueceria sua rentabilidade. Aproximadamente 70% da dívida da Gol e 60% de seus custos estão denominados em dólar”, explicou a equipe de análise da agência em nota à imprensa.

BM&FBovespa
As reuniões promovidas pela BM&FBovespa (BVMF3) para a discussão do programa lançado para aprimorar a governança corporativa de estatais teve ampla participação dos players do mercado, assim como de algumas companhias de capital misto já listadas, disse nesta quinta-feira, 11, Patrícia Pellini, gerente de Regulação e Orientação a Emissores da BM&FBovespa, em evento sobre governança corporativa que ocorre em São Paulo.

O período de audiência restrita teve início no fim de abril e irá até o fim deste mês, sendo que no dia 30 de junho está programado que sejam divulgados os resultados dessas reuniões, assim como as regras a serem seguidas pela empresa que ingressar no programa. A partir dessa data as companhias estatais e de capital misto interessadas poderão ingressar no programa. Vale lembrar que a adesão será feita de forma voluntária.

A representante da BM&FBovespa disse que um dos objetivos é “nortear o interesse público das estatais”, ou seja, deixar claro ao público, assim como para o investidor no caso de a empresa ser de capital aberto, qual a função social dessa companhia. As propostas de aprimoramento da governança das estatais foram divididas em quatro linhas de ação: transparência; estrutura e práticas de controles internos; composição da administração; e obrigações dos acionistas controladores.

Triunfo
O conselho de administração da Triunfo (TPIS3) aprovou a contratação de uma operação financeira junto ao Banco Santander (SANB11) e Banco BTG Pactual (BBTG11), segundo comunicado ao mercado. A transação se refere a empréstimo-ponte para a 3ª emissão de debêntures da Portonave, segundo o comunicado.

OdontoPrev
A OdontoPrev (ODPV3) anunciou hoje (11) pagamento de dividendos em comunicado ao mercado e aos acionistas, que serão pagos no dia 7 de julho.

As ações, que virarão ex a partir desta sexta-feira (12), serão distribuidas a R$ 0,018. O valor dos juros sobre o capital próprio está sujeito ao imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, menos para os acionistas comprovadamente isentos ou imunes, ou acionistas domiciliados em países para os quais a legislação estabeleça alíquotas diversas.