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SÃO PAULO – O banco britânico Barclays divulgou na manhã desta segunda-feira (9) os resultados operacionais de 2008, reportando lucro de £ 4,38 bilhões, cifra 1% abaixo da registrada em 2007, quando a instituição contabilizou ganhos de £ 4,42 bilhões.
O terceiro maior banco do Reino Unido por ativos superou a expectativa dos analistas, cuja média apontava para ganhos de £ 3,8 bilhões no ano. A notícia impulsionou os papéis do Barclays, que sobem mais de 8% em Londres.
No acumulado de 2008, o banco registrou baixas contábeis de £ 5,6 bilhões relativas ao mercado hipotecário residencial norte-americano, incluindo £ 1,7 bilhão em perdas com empréstimos do tipo subprime.
Resultado antes do tempo
A diretoria do Barclays decidiu divulgar os resultados mais de uma semana antes do programado devido aos questionamentos acerca da saúde financeira do banco, que levou suas ações a registrarem queda de mais de 40% neste começo de ano.
Cabe ressaltar que os números foram impactados positivamente por ganhos não recorrentes de £s; 2,26 bilhões devido à aquisição de ativos do Lehman Brothers, além de ter se beneficiado da venda de uma unidade de seguros.
Comentários da direção
Satisfeito com os resultados, o CEO do Barclays, John Varley, afirmou que o alto nível de atividade dos clientes foi o responsável por grande parte do lucro gerado no período. “Nós nos beneficiamentos de diversos ganhos em aquisições e vendas. Isso contribuiu para o lucro geral e para o capital, mas o principal responsável por nossos resultados foi uma performance de lucro operacional sólida e geração de lucro recorde”, declarou o executivo, em nota do banco.
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Segundo ele, a direção irá reduzir a folha de balanço e manter as proporções de capital em níveis acima dos requeridos pelos órgãos reguladores. Ademais, Varley disse que o banco pretende retomar o pagamento de dividendos a partir da segunda metade de 2009.
Perspectivas
Embora preveja mais um ano difícil, com enfraquecimento e recessão em diversas das economias nas quais o Barclays atua, a administração do banco espera que as operações em 2009 sejam impactadas positivamente pelas medidas governamentais de combate à crise, como redução do juro básico e ajuda ao setor financeiro.