Barclays reduz preço-alvo, mas eleva recomendação para ABC Brasil e Daycoval

Banco inglês destaca que papéis tem sido negociados por volta ou abaixo do valor patrimonial; ABC é o favorito entre bancos médios

Publicidade

SÃO PAULO – Apesar de cortar o preço-alvo para bancos médios, o Barclays elevou sua recomendação do ABC Brasil (ABCB4) para overweight (acima da média do mercado) e do Daycoval (DAYC4), para equal-weight (em linha com o mercado).

Em relatório, Fabio Zagatti, analista do banco inglês, destaca que investidores não devem ignorar os bancos médios como investimentos interessantes no médio e no longo prazo.  “As ações estão por volta ou abaixo do valor patrimonial. A não ser a falta de interesse e a baixa liquidez, não vejo nenhum motivo que justifique essa visão negativa”, afirma Fabio Zagattti.

Assim, o preço-alvo para as ações do ABC Brasil recuaram de R$ 21,00 para R$ 19,00, que representa um potencial teórico de valorização de 75,28% frente ao fechamento desta sexta-feira (1). Os preço-alvo dos papéis do Daycoval passaram de R$ 16,00 para R$ 14,00 – o que indicaria uma alta de 35,42%.

São os papéis do Bicanco (BICB4), porém, que possuem o upside mais atrativo – 110,53% na mesma base de comparação, para R$ 14,00. O papel tem recomendação de equal-weight e seu antigo preço-alvo era de R$ 16,00. “Mas esperaria mais evidências de uma melhora no Bicbanco para começar a montar exposição”, afirma Zagatti. Para o analista, o único underweight (abaixo da média) é o Banrisul (BRSR6), que possui preço-alvo de R$ 23,00 – o que indicaria alta de 44,75%.

ABC Brasil é o favorito
De acordo com o analista, as as ações do ABC Brasil são as que que mais impressionam. “Eles são os papéis com o valuation mais interessante, já que tenho dificuldade de conciliar as expectativas de crescimento para a empresa com o atual valor das ações, abaixo do valor patrimonial”, afirma Zagatti.

Os papéis do Daycoval também chamam a atenção e operam abaixo das estimativas para o valor patrimonial de 2012. “Não acredito que isso seja razoável para um banco conservador com um balanço de pagamentos sólido e liquido”, salienta o analista. Contudo, ele ressalta a exposição ao crédito de varejo, que representa 35% de todo a carteira do banco, como um motivo para preocupação.