Barclays questiona intervenções do Governo no mercado de câmbio

Banco avalia as atuais medidas do Governo visando conter a valorização do real como "praticamente inúteis"

Publicidade

SÃO PAULO – Analistas do Barclays avaliam negativamente as constantes tentativas do Governo para evitar uma valorização do real, classificando-as como praticamente inúteis, tendo como efeito apenas uma postergação da apreciação cambial.

O relatório afirma que alguns governantes se recusam a aceitar uma significativa deterioração das suas contas externas e adicional fortalecimento das suas moedas.

Neste sentido, a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) chamou atenção. O banco observa que, “depois de três dias, o Real parece se mover de acordo com a economia global”.

Fluxo limitante
Além disso, o fluxo de capital buscando as atrativas taxas de juro brasileiras constitui uma força que simplesmente sobrepuja as atuais intervenções por parte do Governo. Desta forma, sem limitações radicais para a entrada de capital estrangeiro no Brasil, o mercado vai continuar superando essas iniciativas.

Analisando a América Latina, o banco observa que o governo chileno também começa a demonstrar preocupação, com o presidente Sebastian Piñera declarando que já há perde de competitividade de alguns setores devido aos movimentos do mercado de câmbio. Entretanto, segundo o banco, diferentemente do Brasil, o Chile “por enquanto evita a tentação do impossível”.