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Barclays eleva Vale e mais 3 recomendações; bilionário quer convencer governo sobre Oi e mais 12 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (9)

SÃO PAULO – O grande destaque do início desta semana fica para as diversas recomendações de ações. Enquanto o Barclays elevou a Vale e o BTG elevou a MRV para recomendações equivalentes à compra, o JPMorgan reduziu a recomendação para BRF e Marfrig. Além disso, o Banco do Brasil reduziu o seu guidance de 2016 em função do crescimento menor que o esperado das receitas com tarifas no quarto trimestre do ano e após reforçar a provisão de crédito para alguns grupos empresariais. Confira os destaques desta segunda-feira (9):

Vale (VALE3;VALE5)
Em destaque, o Barclays elevou a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale de equalweight (exposição em linha com o mercado) para overweight (exposição acima do mercado), equivalente à compra, elevando o preço-alvo de US$ 6 para US$ 9,50 por papel. Além disso, outra notícia pode mexer com a Vale na sessão de hoje: o minério spot negociado em Qingdao fechou em alta de 1,94%, a US$ 77,73 a tonelada métrica. 

BRF (BRFS3)
A BRF afirmou na sexta-feira que segue considerando a realização de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da OneFoods, entre outras alternativas, mas que não há no presente momento qualquer aprovação nesse sentido do conselho de administração. A empresa disse que, se acontecer, o IPO da sua subsidiária focada em alimentos para o público muçulmano poderá ocorrer na Bolsa de Londres, mas que não descarta a realização de captação privada, dentre outras alternativas, de acordo com comunicado.

Na quinta-feira, a Reuters noticiou que a BRF está se preparando para tentar levantar cerca de 1,5 bilhão de dólares com a venda de participação de 20 por cento da unidade OneFoods, por meio de uma (IPO), conforme duas fontes com conhecimento direto do assunto. Além disso, destaque para as recomendações: o JPMorgan cortou as recomendações para as ações da BRF de overweight para neutra e da Marfrig de neutra para underweight. 

MRV Engenharia (MRVE3
O BTG Pactual elevou a recomendação das ações da MRV Engenharia para compra com um preço-alvo de R$ 14, destacando o valuation mais atrativo (com uma alta menor do que a registrada pelas outras construtoras) e com a redução do risco regulatório com o ajuste da remuneração do FGTS. 

Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil revisou parcialmente o guidance de 2016 em função do crescimento menor que o esperado das receitas com tarifas no quarto trimestre do ano e da decisão de reforçar, de forma preventiva, a provisão para risco de crédito de alguns grupos empresariais, segundo comunicado.

O banco reduziu a previsão de aumento das receitas com tarifas para 6 a 7 por cento, de 7 a 11 por cento na projeção anterior. Já a provisão para créditos de liquidação duvidosa passou para 4,5 a 4,6 por cento, acima da faixa de 4 a 4,4 por cento estimada anteriormente.

O BB ainda reduziu a previsão da rentabilidade sobre patrimônio líquido ajustado do ano passado para 7 a 8 por cento, abaixo do intervalo anterior de 8 a 10 por cento. “O crescimento das tarifas de conta corrente, administração de fundos e produtos de seguridade alcançado no ano, não será suficiente para neutralizar o baixo desempenho de algumas linhas de serviços, em especial, as rendas com operações de crédito”, informou o banco no documento. As demais projeções para 2016 foram mantidas, segundo o comunicado.

Oi (OIBR4)
O bilionário egípcio Naguib Sawiris virá ao Brasil em duas semanas para tentar convencer o governo de que é a melhor opção para salvar a Oi, diz Folha de S.Paulo, citando entrevista com o executivo. Segundo Sawiris, a sua experiência com emergentes ajudará a corrigir erros do passado e a encontrar um caminho correto para a Oi. O plano dele prevê virada na operadora em um ano, repetindo o que aconteceu em 2011, quando seu grupo Orascom fez fusão com a italiana Wind e promete colocar US$ 250 milhões na companhia telefônica. Já ogoverno brasileiro questiona se investimento será de longo prazo, diz a Folha. 

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Cosan (CSAN3)
A Raízen Energia — join-venture de Cosan e Shell –, em esclarecimentos requeridos pela Comissão de Valores Imobiliários, informou que iniciará nesta segunda-feira o processo de reunião com investidores no âmbito da potencial emissão de notas. A companhia informou ainda que o volume e o prazo da potencial emissão não foram ainda determinados. Conta a Raízen no comunicado que a possível operação “tem como objetivo tão somente refinanciamento de dívidas atualmente existentes”.

Fibria (FIBR3)
Em resposta a pedido de esclarecimento por parte da CVM, a companhia do setor de papel e celulose informou que a Fibria Overseas Finance (com sede nas Ilhas Cayman) protocolou prospecto preliminar de oferta de distribuição de notas na SEC (Securities and Exchange Commission) e anunciou o início do roadshow com investidores sendo que uma emissão de Green Bonds poderá ocorrer na sequência, caso as condições de mercado sejam favoráveis”. O roadshow teve início na última sexta-feira e a emissão deverá ser concluída no início desta semana. Por não se tratar de operação registrada na CVM, as notas não poderão ser oferecidas ou vendidas no Brasil, “exceto na hipótese de não se constituir uma oferta pública ou distribuição”.

Marcopolo (POMO4)
A companhia estaria mirando expandir negócios para África e Oriente Médio para aumentar as exportações em cerca de 50%. Conforme conta reportagem da Bloomberg, dois dos principais alvos seriam os mercados de Gana e Camarões, em uma estratégia para driblar a recessão doméstica. Apesar de a notícia ser considerada uma boa surpresa pelo mercado, os analistas mantêm-se céticos com o desempenho da ação no futuro próximo, sobretudo por conta da piora das projeções para a economia brasileira.

BB Seguridade (BBSE3)
A BrasilPrev, que tem como acionista a BB Seguridade e concentra os negócios de previdência privada do conglomerado, 
atingiu a marca de R$ 200 bilhões em ativos sob gestão.

“O alcance desta marca é fruto do sucesso tanto da parceria com a Principal Financial Group como da rede de distribuição do Banco do Brasil na oferta de soluções de previdência privada para seus clientes”, informou a BB Seguridade em comunicado ao mercado.

CCR (CCRO3)
O conselho de administração da CCR aprovou a 7ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações com prazo de vencimento de cinco anos, no valor de 800 milhões de reais, segundo ata de reunião realizada na última sexta-feira e divulgada neste domingo.

A operadora de concessões de infraestrutura emitirá em 15 de fevereiro 800 mil debêntures ao valor unitário de 1 mil reais, de acordo com o documento. O vencimento dos papéis está previsto para 15 de fevereiro de 2022. A emissão poderá ser acrescida de um lote adicional de até 15 por cento, ou 120 mil debêntures. Em caso de demanda excedente, outro lote suplementar de até 20 por cento, ou 160 mil debêntures, pode ser emitido nas mesmas condições. A operação é coordenada por Itaú BBA e Bradesco BBI.

De acordo com a ata, os recursos provenientes da emissão serão destinados ao resgate antecipado da totalidade das 4ª emissão de Notas Promissórias Comerciais, emitidas em 17 de novembro de 2016.

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Magazine Luiza  (MGLU3)
No mês que vem, quando o Magazine Luiza, a segunda maior varejista de eletrodomésticos e móveis do País, divulgar os resultados do último trimestre de 2016, o desempenho será no sentido oposto da mais profunda e longa recessão que a economia brasileira enfrenta.

“Posso afirmar que fechamos 2016 muito bem e o nosso último trimestre foi melhor do que o último trimestre de 2014, que foi um momento pré-crise”, afirmou o presidente da rede varejista, Frederico Trajano ao jornal O Estado de S. Paulo. Ele destaca que era “fácil” crescer em relação ao 4º trimestre de 2015, porque a economia já estava mergulhada na recessão. A empresa, segundo ele, em parte foi beneficiada porque a concorrência foi muito machucada pela crise. “Há muitos concorrentes menores, que perderam mercado porque não tinham liquidez ou condição de compra de produtos”, contou.

Prumo (PRML3)
A operadora do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, Prumo Logística, informou nesta segunda-feira que laudo de avaliação realizado pela Brasil Plural para a oferta pública que vai tirar a companhia do Novo Mercado da BM&FBovespa trouxe uma estimativa de preços acima do valor máximo proposto pelos controladores da empresa. O laudo trouxe uma faixa de valor entre 9,98 e 11,03 reais por ação ante limite ofertado de 6,69 reais. Atualmente, a norte-americana EIG tem 76,7 por cento do capital da Prumo e a Mubadala outros 6,9 por cento. A empresa informou que os controladores se “manifestarão a respeito da revisão dos termos da OPA ou de seu cancelamento até o dia 13 de janeiro”.

Usiminas (USIM5)
A Usiminas informou nesta segunda-feira que fez acordo com a Salus Infraestrutura Portuária para recuperar profundidade mínima do canal Piaçaguera, que dá acesso aos terminais privados da empresa e da Ultrafertil, próximos do porto de Santos.

A empresa não informou os termos do contrato, que foi acertado com base em contraprestação e volumes que a Usiminas vier a movimentar no canal.

Segundo o grupo siderúrgico, o contrato vai aprimorar a infraestrutura portuária da Usiminas.

CSN (CSNA3)
A Transnordestina aprovou em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) a conversão das ações PNA da CSN em ordinárias. 

Unipar (UNIP6)
A Unipar confirmou, por meio de comunicado ao mercado, que a CNV (Comisión Nacional de Valores), regular do mercado argentino, aprovou valor de 3,47 pesos argentinos para o preço a ser adotado por ação na oferta pública de até todas as ações em circulação da Unipar Indupa, atualmente negociadas na Bolsa de Comercio de Buenos Aires.

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O preço das ações adquiridas no âmbito da OPA será pago pela companhia e pela Solvay S.A., antiga controladora indireta da Unipar Indupa. A Comisión Nacional de Valores aprovou ainda que a OPA deverá permanecer aberta para aceitação durante um período de 25 dias após o seu lançamento. O efetivo lançamento da oferta está sujeito a formalidades adicionais, incluindo a finalização do prospecto.

(Com Bloomberg, Reuters e Agência Estado)