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SÃO PAULO – O Brasil pode elevar sua participação no mercado de minério de ferro chinês, segundo análise recente feita pelo Barclays Capital. Em relatório assinado pelos analistas Leonardo Correa e Renato Antunes, o banco britânico destacou que mantém sua preferência às mineradoras em relação as siderúrgicas brasileiras.
O ponto de vista dos analistas do Barclays é sustentado pela alta auferida nas exportações do minério brasileiro para o país em agosto, atingindo o segundo maior volume histórico de 29,8 milhões de toneladas, uma alta de 17% ante o mês anterior. Essa performance, segundo os analistas, foi bastante influenciada por um aumento na demanda chinesa.
“Nós esperamos uma redução no ritmo de produção chinês de aço bruto (e, consequentemente, na demanda por minério) nos próximos meses. Contudo, acreditamos que as mineradoras brasileiras estão bem posicionadas para ganhar espaço no mercado da China. Os embarques que saem do Brasil levam, em média, de 40 a 45 dias para chegarem à China, e deverão permanecer em níveis fortes em setembro”, destacaram os analistas do Barclays.
Siderurgia
Em relação às siderúrgicas, o banco avalia que o cenário atual para o setor, com alta nas importações de aços planos, deve trazer pressão aos preços praticados por aqui. “Acreditamos que o mercado doméstico está passando por uma mudança estrutural, o que deve trazer preços mais baixos daqui para frente”, explicam os analistas.
“Nós sabemos que os produtores de aços longos são relativamente menos ameaçados pelos materiais importados no curto prazo, principalmente por conta da menor coordenação dos negócios, do mercado mais fragmentado, canais de distribuição, etc. Apesar disso, acreditamos que o prêmio auferido no preço do aço longo no País deve ser comprimido nos médio e longo prazos”, completou a equipe do Barclays.
Neste sentido, o banco reiterou sua preferência pelas mineradoras em relação as siderúrgicas, recomendando a compra dos ativos da Vale (VALE3, VALE5), da Bradespar (BRAP4) e da MMX (MMXM3). No setor siderúrgico, o Barclays destaca como preferidas as ações da CSN (CSNA3), ressaltando a maior exposição da companhia ao segmento de minério e o outlook de resultados.