Barclays destaca que meta para free float ainda não foi definida com oferta do BB

Analistas creem que investidores podem vender outros papéis de bancos do setor para entrar na oferta do BB

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SÃO PAULO – Na segunda-feira (14) o Banco do Brasil (BBAS3) publicou as alterações realizadas em seu cronograma de oferta de ações primária e secundária, com o procedimento de bookbuilding iniciado na segunda-feira e a fixação do preço por ação e o início dos negócios estabelecidos para os dias 30 de junho e 2 de julho, respectivamente.

“Notamos que o número total de ações a serem negociadas no mercado após a oferta [free float] ainda não foi determinado, ainda sujeito ao número de ações a ser subscrevido pelo Fundo Sobernao do Brasil, suspeitamos”, afirma relatório do Barclays assinado por Roberto Attuch e Fabio Zagatti.

O tamanho da oferta primária será de 286 milhões de ações, e da secundária, de 70,85 milhões, não incluindo ações que podem ser ofertadas caso haja exercício do lote adicional. Os vendedores serão o BNDESPar, que atualmente possui 2,4% de participação no banco, e outros veículos governamentais, que juntos possuem 13,4% de participação no banco estatal.

Free float
O free float (número de ações da empresa em circulação no mercado) atual do Banco do Brasil é de 21,9%, sendo que segundo as regras do Novo Mercado, o mínimo é de 25% para as empresas listadas no segmento. O BB fez um acordo com a bolsa brasileira e adiou o prazo para o atingimento do free float, e a oferta de ações a ser realizada busca justamente o enquadramento aos padrões do Novo Mercado.

Para se adequar às regras, pelo menos 151,5 milhões de ações devem ser lançadas, explicam os analistas. 

“Reconhecendo que os riscos que pendem sobre o BB aumentaram, poderíamos ter uma remodelação dos bancos do setor, com investidores vendendo alguns papéis de outros bancos para levantar dinheiro para a oferta, e também uma oportunidade para comprar ações como Itaú Unibanco e Itaúsa”, acredtiam Attuch e Zagatti.

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Por fim, é estimado que uma injeção de capital de cerca de R$ 7,9 bilhões (que representa 286 milhões de ações, segundo o fechamento da véspera) pode suportar um crescimento de empréstimos do BB entre 18% e 20%, mantendo o BIS ratio (índice de solvência imposto pelo Acordo de Basiléia, que todos os bancos precisam respeitar) entre 13% e 15% em 2012.