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SÃO PAULO – Apesar das sucessivas altas, o mercado convive com uma nova onda de incertezas. Depois do pânico generalizado com o estouro da crise, os mercados vêm de um salto no acumulado do ano. Na avaliação do Barclays Capital, “o sentimento do investidor parece estar oscilando entre aversão ao risco e alívio sessão após sessão”.
A definição parece apropriada. Depois de expressiva realização na segunda-feira, as principais bolsas internacionais conseguiram três valorizações consecutivas, mesmo enfrentando relativa instabilidade nos intradays.
Já sem as novidades da temporada de resultados, os indicadores mexem diariamente com a impressão dos investidores a respeito da capacidade de recuperação das economias. Desta capacidade, a China era apontada como principal motor. Até virar vilã.
Olhos na China
Enquanto alguns pontos da economia norte-americana ainda geram desconfiança, como o mercado de trabalho, esta nova onda de incerteza começa a apontar para o gigante asiático. Crescem as preocupações de bolha no mercado chinês e as condições de crédito começam a sinalizar piora por lá. A bolsa local reflete.
Depois de acumular valorização próxima de 90% desde o começo do ano, o índice Shanghai Composite despencou 20% em duas semanas. Após flertar com o bear market, porém, disparou na sessão da quinta-feira. Para o Barclays, o susto resumiu um período de menor volume para o mercado e “a história sugere que tendências definidas em períodos de menor volume de negócios se exaurem quando o volume se recupera”.
Rali renovado
A grande questão é que o momento atual tradicionalmente é de fraco giro financeiro no mercado local. Partindo de sua afirmação anterior, o Barclays conclui que “as fortes quedas nos preços [das ações] devem ter coincidido com a grande queda no volume. Consequentemente, esta tendência não deve se sustentar quando o volume retornar em setembro”.
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A perspectiva positiva para o mercado chinês traz forte correlação com as bolsas do restante do mundo. “Mantemos nossa recomendação de longo prazo às ações e acreditamos que o rali irá se renovar no próximo trimestre”.