Barbosa responde FMI, nega o uso de reservas e conta com CPMF até maio

Comentando a polêmica que tomou conta do noticiário econômico nos últimos dias, Barbosa disse que o Banco Central tem autonomia operacional

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse a jornalistas em Davos que o FMI (Fundo Monetário Internacional) faz revisões periódicas, atenuando a importância dos cortes que o banco fez das previsões de desempenho da atividade econômica do Brasil. 

Ele ainda afirmou, segundo a Bloomberg, que o governo não tem planos de usar as reservas internacionais para estimular a economia nesse momento. “O governo tem uma política bem definida para estabilizar e retomar o crescimento”, informou. 

Ele também disse que a CPMF é uma poupança necessária no momento que o País vive. “Contamos com a aprovação da CPMF até maio.”

Comentando a polêmica que tomou conta do noticiário econômico nos últimos dias, Barbosa disse que o Banco Central tem autonomia operacional para administrar a política monetária. “O BC adota as medidas que achar que deve para lidar com a volatilidade.” Vale lembrar que ontem, o presidente do BC, Alexandre Tombini, escreveu uma nota dizendo que o Copom (Comitê de Política Monetária) levará em consideração os cortes de projeções do FMI em sua decisão de juros. Foi um ato inédito de um presidente do BC em dia de reunião do comitê, o que levantou suspeitas de que ele estivesse sofrendo pressões do governo para não aumentar a Selic em 0,5 ponto percentual. O que aumentou essa suspeita foi o fato de Tombini ter se reunido com a presidente Dilma Rousseff um dia antes. 

Além disso, ele comentou sobre as fortes quedas da Bovespa, dizendo que o início do ano é sempre um ambiente de muita volatilidade. 

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