Bancos voltam a animar mercados e Ibovespa sobe 1% com fôlego de Vale

Mau humor com GM e Chevron limita ganhos de Wall Street, mas índice consegue terceira alta de olho em commodities; dólar sobe

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SÃO PAULO – O sentimento de que o pior para o setor financeiro ficou para traz parece ter se estendido ao primeiro pregão desta semana. A expectativa positiva em torno de resultados do segmento proporcionou certo alívio à Wall Street no final da sessão, mas não foi o suficiente para um fechamento positivo dos índices acionários norte-americanos. Por aqui, além da melhora externa, o Ibovespa contou com o fôlego da Vale e das produtoras de celulose para encerrar com alta de 1%, marcando sua terceira valorização consecutiva.

A notícia de que o Wells Fargo teria registrado um lucro de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano voltou à tona nesta segunda-feira (13). O fato alimentou melhores perspectivas para os resultados do setor previstos para as próximas duas semanas e deu fôlego aos papéis de bancos, que dispararam liderados por Citigroup, Bank of America e JPMorgan. Ainda nesta sessão, os analistas do Citi recomendaram aos investidores que comprem ações dos seis maiores bancos dos EUA.

Passando ao mercado de commodities, a aprovação do plano de estímulo adicional de ¥ 15,4 trilhões no Japão e os rumores de novas medidas governamentais na China influenciaram positivamente os preços dos metais. Dado que a LME (London Metal Exchange) esteve fechada por conta da continuidade do feriado da Páscoa, as atenções se voltaram para as negociações das commodities metálicas na Ásia, que disparam diante da perspectiva de retomada da demanda.

No âmbito corporativo, as preocupações com a Chevron e a saúde financeira da GM trouxeram pressão adicional às bolsas norte-americanas. A petrolífera declarou que o lucro líquido do primeiro trimestre deste ano foi inferior ao obtido no período contábil antecedente, de US$ 4,9 bilhões. Já a montadora estaria ainda mais perto de entrar em concordata, como válvula para sua recuperação financeira, segundo noticiado pelo jornal New York Times.

Vale e produtoras de celulose

Enfrentando a instabilidade externa, o Ibovespa conseguiu fechar com valorização diante do bom desempenho dos setores de mineração e papel e celulose. O bom desempenho de ações de incorporadoras imobiliárias também favoreceu a performance da bolsa brasileira.

Os papéis de VCP e Aracruz estiveram entre os principais ganhos do dia diante das melhores perspectivas para a demanda por matérias-primas. Na última quinta-feira, o Morgan Stanley atribuiu recomendação “overweight” (acima da média) para as ações da primeira e projetou recuperação dos preços da celulose em 2010.

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As ações de incorporadoras imobiliárias como Rossi Residencial e Cyrela Realty também disparam nesta sessão, influenciadas pelo plano habitacional do governo, que prevê investimentos de R$ 34 bilhões no segmento e começa a coletar cadastros neste início de semana.

Terceira alta consecutiva

Confirmando a terceira valorização consecutiva, o Ibovespa fechou com alta de 1%, aos 45.991 pontos. O volume financeiro do índice totalizou R$ 4,19 bilhões.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TAMM4 TAM PN N2 16,76 +10,99 -12,21 22,54M
VCPA4 VCP PN 15,57 +8,05 -13,16 17,03M
RSID3 Rossi Resid ON 5,00 +5,71 +32,28 11,59M
ARCZ6 Aracruz PNB 2,14 +4,90 -14,06 24,70M
GOLL4 Gol PN N2 7,38 +4,68 -25,53 24,52M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TRPL4 Trans Paulista PN 44,71 -3,23 +8,56 18,67M
NETC4 Net PN N2 16,91 -3,04 +27,36 26,82M
LAME4 Lojas Americanas PN 8,09 -2,53 +29,52 37,86M
JBSS3 JBS ON 5,86 -2,33 +18,86 9,73M
SBSP3 Sabesp ON 26,40 -2,00 -3,37 8,61M

Influenciados pela forte queda verificada nas cotações do petróleo, o papéis da TAM ficaram com o destaque de alta do Ibovespa nesta sessão. Por outro lado, as ações da Transmissão Paulista ocuparam a ponta negativa do índice, ajustando-se aos ganhos da última quinta-feira.

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

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Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
VALE5 Vale Rio Doce PNA 30,42 +2,42 623,77M 540,86M 15.826
PETR4 Petrobras PN 30,79 -0,16 603,66M 712,12M 12.030
PETR3 Petrobras ON 38,90 +0,26 188,51M 191,86M 3.093
ITAU4 Itau Unibanco PN 29,05 -0,68 187,48M 168,21M 6.419
BVMF3 BMF Bovespa ON 8,74 +2,22 140,85M 125,90M 7.429

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Dólar sobe

Em dia de forte instabilidade no mercado cambial, o dólar comercial fechou esta segunda-feira com leve alta de 0,09%, sendo cotado a R$ 2,173, evitando assim a terceira queda consecutiva frente ao real.

No Brasil, foi divulgado pelo Banco Central a edição atualizada do relatório Focus, que apontou projeção de retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 de 0,30%. Essa contração contínua do indicador econômico reforça ainda a ideia de um corte na Selic – taxa básica de juro brasileira – na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), ainda neste mês.

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O saldo da balança comercial na segunda semana de abril registrou superávit de US$ 749 milhões, avançando no acumulado do ano para US$ 4,349 bilhões.

Renda Fixa

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,70% de seu valor de face, estável em relação ao último fechamento.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 380 pontos-base, alta de 8 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas Internacionais

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em leve alta de 0,25% e atingiu 859 pontos, enquanto o índice Nasdaq Composite, valorizou-se 0,05% a 1.653 pontos.

Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,32% atingindo 8.058 pontos.

Veja os indicadores previstos para a terça-feira

No âmbito doméstico, não serão apresentados índices relevantes. Nos EUA, o Departamento de Trabalho publica os números do PPI (Producer Price Index) e de seu núcleo, que descrevem os preços praticados por produtores durante o mês de março.

O principal destaque fica para o indicador Retail Sales referente ao mês de março, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.

Por fim, sairá o Business Inventories, que compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês de fevereiro.