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SÃO PAULO – Impulsionados pela recuperação do setor financeiro, os principais indíces acionários norte-americanos fecharam esta quinta-feira (22) com sinais positivos, após terem operado no vermelho durante boa parte da sessão. A agenda de indicadores e a preocupação quanto à economia grega também repercutiram.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,58% a 2.519 pontos, acumulando no ano forte alta de 11,01%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve valorização de 0,23% atingindo 1.209 pontos e subindo 8,39% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,08% chegando a 11.134 pontos e acumulando no ano forte alta de 6,77%.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | +0,58 |
2.519 | +4,30 |
+11,01 |
| S&P 500 | +0,23 |
1.209 | +2,94 |
+8,39 |
| Dow Jones | +0,08 |
11.134 | +2,25 |
+6,77 |
Recuperação
As ações voltaram a subir no meio da tarde, após discurso em Nova York do presidente Barack Obama defendendo regras financeiras mais rígidas. Ele pediu à líderes e autoridades do setor financeiro a aprovação do projeto de lei do senador Christopher Dodd, que propõe a criação de uma autoridade reguladora independente dentro do Fed (Federal Reserve) para proteger consumidores de abusos em hipotecas, cartões de crédito e empréstimos.
O discurso encorajou os investidores estavam preocupados com a regulação do mercado financeiro – sentimento que se intensificou após a acusação de fraude do Goldman Sachs. Aproveitando o bom momento, o banco Wells Fargo & Company teve aumento de 1,7% em seus papéis e o Bank of America viu suas ações valorizarem-se 1,42%.
Entretanto, alguns papéis do setor não acompanharam o movimento e fecharam a sessão com perdas – caso do Citigroup (-1,22%) e JP Morgan (-1,35%).
Techs decepcionam
Os resultados corporativos trimestrais divulgados pelas techs desanimaram os investidores e contribuíram para resultados negativos. A Qualcomm, após divulgar um desempenho pior que o esperado, motivado pela redução da demanda de chips, viu suas ações despencarem 7,69%.
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Outras empresas do setor também tiveram desempenho negativo. A Nokia viu seus ADRs (American Depositary Receipts) despencarem mais de 13% no dia. Também trazendo números negativos ao mercado, os ativos do eBay tiveram perdas de 5,74%.
Outros resultados
Embora o lucro líquido da PepsiCo tenha aumentado de US$ 1,14 bilhão, ou US$ 0,72 por ação, no primeiro trimestre, para US$ 1,42 bilhão, ou US$ 0,89 por papel, em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, suas ações caíram 1,85%, já que o resultado da receita no período, de US$ 9,37 bilhões, foi abaixo do esperado.
Também na ponta de queda, as ações da Verizon recuaram 0,95%. A empresa divulgou queda de 29% em seu lucro líquido para US$ 2,28 bilhões, ou US$ 0,14 por ação, ante os US$ 3,21 bilhões, ou US$ 0,58 por ação, nos três primeiros meses do ano passado.
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Indicadores econômicos
Na agenda de indicadores, o número de pedidos de auxílio desemprego veio acima das expectativas do mercado. Enquanto a previsão era de 450 mil pedidos na última semana, o resultado foi de 456 mil.
Por sua vez, o índice de preços ao produtor norte-americano, que equivale ao índice de preços no atacado brasileiro, acelerou e avançou 0,7% em março, ante 0,6% no mês anterior. A previsão era de que houvesse inflação de 0,5% no período. As vendas de casas usadas no país também foram melhores do que o esperado.
No mercado imobiliário, destaque para as vendas anualizadas de casas usadas durante o mês de março, que chegaram a 5,35 milhões, ante projeções de 5,29 milhões.
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Temor grego
Responsável por amedrontar os investidores no início do pregão, a Grécia teve hoje seu rating rebaixado pela agência Moody’s. Além disso, pela manhã a Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia, revisou o déficit fiscal do país pela terceira vez para o ano passado, de 12,7% para 13,6% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).