Bancos e exportadoras provocam fechamento com forte queda do Nikkei

Instituições financeiras declinam, refletindo projeções de menores rendimentos; produtoras de energia lideram baixa em Xangai

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SÃO PAULO – O índice Nikkei encerrou com forte desvalorização nesta quarta-feira (22), afetado por instituições financeiras, construtoras e exportadoras.

Semelhantemente, a bolsa de Hong Kong fechou em queda, assim como a bolsa da China, sendo afetada por produtoras de energia e companhias dependentes de commodities.

Setor financeiro preocupa em Tóquio

Frente às conseqüências do colapso imobiliário norte-americano nos resultados corporativos, o jornal econômico Nikkei noticiou que o Mitsubishi UFJ verá seu lucro líquido do primeiro semestre declinar cerca de 50%, devido preponderantemente ao aumento da inadimplência de seus clientes. Além disso, o periódico ainda afirmou que os rivais Mizuho Financial e Sumitomo Mitsui Financial reportarão resultados aquém de suas respectivas estimativas.

Refletindo a especulação de que serão reportados menores rendimentos, os papéis do Mitsubishi UFJ despencaram 8,8%, assim como os dos concorrentes Mizuho Financial e Sumitomo Mitsui, cujas desvalorizações foram ligeiramente menores, de 8,5% e 8%, respectivamente.

Construtoras e exportadoras em foco

Sofrendo o efeito dominó, dada a perspectiva de maior dificuldade no acesso ao crédito, os papéis do setor imobiliário declinaram neste pregão. Destaque para as baixas das ações de
Mitsubishi Estate (-12%), Mitsui Fudosan (-11%) e Sumitomo Realty & Development (-11%). Tal pessimismo justifica-se pela dependência bancária da construção civil na realização de financiamentos, tanto para aquisição de propriedades quanto para venda de imóveis.

Em adição, vale ressaltar os efeitos negativos da valorização do iene face ao euro sobre os rendimentos das exportadoras, uma vez que a divisa japonesa atingiu seu patamar mais alto desde 2004 frente à européia. Nesta conjuntura, os ativos da Olympus, que caracteriza a Europa como seu principal mercado externo, recuaram 11%, da mesma forma que os da Sony, que declinaram 9,3%.

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Resultados afetam Xangai

Num período marcado pelos Jogos Olímpicos de Pequim e expectativa de recessão econômica, a Huaneng Power divulgou seu resultado operacional do terceiro trimestre. E os números se explicam: a produtora de energia reportou prejuízo líquido de US$ 322 milhões entre julho e setembro deste ano, frente ao lucro líquido de US$ 234 milhões no mesmo período de 2007. Como resposta, seus papéis despencaram 9,9%, assim como os da concorrente GD Power Development, cuja desvalorização foi menor, de 7,5%.

Por fim, refletindo a tendência declinante do mercado de commodities, as ações de Jiangxi Copper – segunda maior produtora de cobre da China – e Zhuzhou Smelter, maior fabricante de zinco chinesa, caíram 2% e 2,5%, respectivamente, após ambas companhias reportarem quedas expressivas em seus lucros líquidos do último trimestre.

Confira as cotações

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em forte baixa de 6,79%, chegando a 8.675 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para queda de 43,33%.

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Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou desvalorização de 5,15%, enquanto o índice Shangai Composite, da Bolsa de Xangai, caiu 3,20%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -6,79 8.675 -28,25 -43,33
Hang Seng -5,15 14.267 -27,33 -48,70
Shangai Composite -3,20 1.896 -15,23 -63,97