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SÃO PAULO – A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou o início da liberação de preços das passagens aéreas emitidas no Brasil para o exterior. A redução será gradual e, em um ano, deixará de existir preço mínimo.
As empresas, porém, não são obrigadas a reduzir as passagens. A queda dependerá da concorrência entre as companhias. Atualmente, a TAM (TAMM4) é a única empresa brasileira que voa para fora do continente sul-americano.
A GOL (GOLL4) não se opõe à mudança, mas a TAM diz que ela prejudicará as empresas brasileiras. Diversas instituições financeiras se posicionaram nesta quinta-feira (23) para analisar o impacto da medida nos resultados da companhia aérea.
Link Investimentos
“A notícia é negativa, principalmente para a TAM, pelo fato da empresa ter maior exposição ao mercado internacional em comparação com sua principal concorrente, a GOL. Em 2008, o segmento internacional representou 25% do faturamento total da aérea e a tendência é que essa participação aumente nos próximos anos”, diz relatório divulgado pela corretora.
A Link enfatiza que está “revendo as recomendações para o setor” e reitera que “mais cedo ou mais tarde, a eliminação de tarifas iria ocorrer, já que apenas Brasil, China e Japão mantêm esta política”.
Citigroup
No ponto de vista do Citigroup, a notícia é “marginalmente negativa” para a TAM. “O baixo custo das tarifas em vôos internacionais na América do Sul não sofreu quedas acentuadas na base anual, especialmente quando consideramos o vaivém das commodities, inclusive o petróleo”, declarou o Citi em relatório.
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O banco norte-americano reconhece a habilidade de companhias aéreas de oferecerem tarifas de baixo valor, mas relembra que “custo menor = classe econômica”, o que poderá constranger alguns passageiros.
A equipe de análise ressalta ainda que a concorrência no setor de aviação global provavelmente entrará em um nível ainda maior: duas grandes alianças irão disputar entre si. A Star Alliance (Lufthansa, TAM, Continental, TAP, etc.) estará mais forte no futuro do que o Sky Team (Air France-KLM e Delta, entre outras).
Neste sentido, o Citi diz que interpretaria uma queda nos papéis da TAM como uma oportunidade de compra.
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Itaú Corretora
De acordo com a corretora do Itaú, os vôos internacionais representaram 26% da receita da TAM em 2008. A nova resolução afetará em 6% os yields (valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro) internacionais da TAM, o que implicará em uma redução de 27% no valor justo estimado para as ações preferenciais da companhia aérea.
Neste sentido, a Itaú Corretora mantém sua recomendação “underperfom” (abaixo da média) e reduziu o valor-justo dos papéis da TAM, para o final de 2009, de R$ 28,50 para R$ 20,70.
Em relação à GOL, a corretora declara que a decisão da ANAC é neutra e afirma que manterá a recomendação “sector-perform” (igual à performance do setor). A Itaú Corretora ainda elevou de R$ 20,20 para R$ 21,30 o valor-justo da ação da empresa.
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Bradesco
O Bradesco também avaliou como negativa a decisão da ANAC para a TAM e manteve sua recomendação para os ativos da companhia em “outperform” (acima da média).
Em relatório divulgado na quarta-feira (22), a instituição financeira também reiterou um preço-alvo de R$ 40 por cada ação da aérea.