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SÃO PAULO – Em declaração à revista China Finance, o presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, evidenciou que as instituições financeiras do país deverão ter mais cautela no que diz respeito ao ritmo da concessão de empréstimos.
Segundo ele, a emissão desenfreada de empréstimos aumentou as perspectivas de risco de crédito na China, algo que justifica a posição mais conservadora que deverá ser assumida pelos bancos neste ano de 2010.
O presidente da autoridade monetária chinesa ainda ressaltou que as experiências da crise econômica mundial permitiram notar que não é suficiente manter o foco em políticas inflacionárias, mas sim em uma gama muito mais ampla de questões acerca da política monetária do país, que também inclui o balanço internacional de pagamentos.
Flexível
Em complemento ao que já havia sido claramente apontado na mensagem de final de ano do Banco Central chinês, Zhou reiterou que o país manterá a implementação de “uma política de afrouxamento dos estímulos monetários apropriada”.
Tendo atingido o recorde de aproximadamente 10 trilhões de yuans em 2009, a expectativa é de que o governo chinês reduza a liberação de crédito para algo entre 7 e 8 trilhões de yuans em 2010.
Cabe lembrar que as declarações de Zhou confirmam as intenções do Banco Central do país de regular o direcionamento de empréstimos concedidos pelos bancos, assim como o ritmo destas emissões.
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Política monetária chinesa
Zhou Xiaochuan ainda ressaltou que a manutenção de baixos índices de inflação era um dos objetivos do governo chinês, que prioriza, junto a isso, a continuidade do crescimento econômico, altos níveis de emprego, assim como do balanço internacional de pagamentos.