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SÃO PAULO – Os principais índices acionários europeus terminaram a quinta-feira (5) em queda – com exceção do DAX 30, da bolsa de Frankfurt, que rondou a estabilidade. O fraco cenário corporativo e indicadores econômicos piores que o previsto nos EUA pesaram no humor dos investidores no dia, que trouxe também decisões de política monetária do continente.
Com isso, o índice CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou baixa de 0,95% e atingiu 4.005 pontos, acumulando no ano forte alta de 5,26%. Já o FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou em baixa de 1,07%, atingindo 5.920 pontos chegando a uma valorização de 0,34% no ano. O SMI de Zurique caiu 0,31%, aos 6.450 pontos, enquanto o IBEX 35 recuou 0,80% aos 10.627 pontos, desvalorização idêntica ao FTSE MIB de Milão, que chegou aos 21.741 pontos.
A exceção ficou com o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, que rondou a estabilidade ao apresentar uma leve alta de 0,04%, atingindo 7.377 pontos, acumulando uma forte valorização de 6,69%.
Política monetária
O BCE (Banco Central Europeu) decidiu por não alterar a taxa básica de juro na Zona do Euro, atualmente em 1,25% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. Ademais, Jean-Claude Trichet, presidente da instituição, não deu nenhum sinal de que será promovido um aperto monetário na reunião de junho, em sua entrevista coletiva.
Já o BoE (Bank of England) optou pela manutenção da política monetária no Reino Unido, com a taxa básica de juro em 0,5% ao ano e o programa de compra de ativos em £ 200 bilhões, o que também já era esperado pelo mercado.
Indicadores norte-americanos
Na agenda econômica do dia, destaque para o Initial Claims, que mede o número de pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos, registrando um total de 474 mil novos pedidos na semana até 30 de abril, pior do que as projeções de analistas que giravam em torno de 400 mil solicitações. O número reforça preocupações sobre o relatório de emprego norte-americano, esperado para a próxima sexta-feira (6).
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Destaques corporativos
No front corporativo, destaque para os bancos, como o Société Générale, que reportou uma queda de 14% no seu lucro líquido no primeiro trimestre deste ano e recuou 4,98% em Paris. Crédit Agricole (-2,00%) e BNP Paribas (-0,13%) também caíram.
Já no Reino Unido, a queda foi do Lloyds, após a instituição ter divulgado um prejuízo líquido de £ 2,44 bilhões, o que levou as ações a despencarem 8%. Royal Bank of Scotland acompanhou com queda de 2,93%, seguido pelo Barclays, que viu suas ações recuarem 2,64%.
Também referente a resultados, destaque para o Schroders, que caiu 9,19% depois de reportar números abaixo das expectativas.
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As empresas ligadas às commodities também apresentaram recuos, com a Fresnillo estendendo as perdas do último pregão com uma queda de 4,62%. A companhia especializada em prata já havia caído 5,19% na data anterior. Rio Tinto (-1,57%) e BHP Billiton (-1,49%), duas das maiores mineradoras mundiais, também seguiram, com a queda no preço das commodities metálicas. A baixa do petróleo também pesou nas empresas do setor, como a Total (-1,41%) e a BP (-0,91%).
Por fim, em Frankfurt, destaque para a alta de 6,81% da Adidas, após a empresa anunciar crescimento de seus lucros graças as vendas maiores em mercados emergentes. A bolsa germânica também viu as altas da Henkel (+2,30%) e da Lufthansa (+1,90%), além da queda do Commerzbank (-2,02%).
Confira o fechamento dos principais índices europeus:
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| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| DAX 30 | +0,04 |
7.377 | +2,81 |
+6,69 |
| CAC 40 | -0,95 |
4.005 | -0,91 |
+5,26 |
| FTSE 100 | -1,07 |
5.920 | -1,45 |
+0,34 |
| SMI | -0,31 |
6.450 | +0,31 |
+0,22 |
| IBEX 35 | -0,80 |
10.627 | -0,48 |
+7,79 |
| FTSE MIB | -0,80 |
21.741 | -1,44 |
+7,77 |
| Euro Stoxx 50 | -0,86 |
2.927 | -0,83 |
+4,51 |