Bancos caem e construtoras sobem com medidas do BC; Vale e siderúrgicas têm nova baixa

Confira as principais variações da Bolsa nesta sexta-feira

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Construtoras
As ações de construtoras registram ganhos em meio às novas medidas implementadas pelo Banco Central. A Gafisa (GFSA3, R$ 2,52, +0,80%) e Cyrela (CYRE3, R$ 10,96, +1,67%) e MRV (MRVE3, R$ 7,81, +0,90%) registram ganhos enquanto que, fora do índice, Direcional (DIRR3, R$ 5,66, +1,07%) e Eztec (EZTC3, R$ 16,66, +1,77%) também registram ganhos. 

O Banco Central decidiu aumentar a oferta de crédito para o Sistema Financeiro da Habitação que enfrenta uma escassez de recursos, por conta da queda de quase R$ 30 bilhões dos depósitos da caderneta de poupança neste ano. Assim, adotou a possibilidade de os bancos sacarem 18,0% do compulsório sobre as cadernetas de poupança, que foi elevado de 20% para 24,5%. Ao mesmo tempo, a exigibilidade adicional foi reduzida de 10% para 5,5%. Essa decisão aumentará em R$ 22,5 bilhões o crédito habitacional em novos financiamentos.

Outra medida adotada foi a restrição para os bancos aplicarem o percentual de 65% dos recursos da poupança para o financiamento imobiliário.  

Bancos
Os bancos registram queda nesta sexta-feira, com destaque para o Bradesco (BBDC3, R$ 26,77, -1,51%; BBDC4, R$ 28,62, -1,28%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,87, -0,94%). Conforme destaca a LCA Consultores, a nova medida do BC prejudica os bancos privados, mais atuantes no segmento de crédito com recursos livres, onde o CDB é um instrumento importante de captação. Já o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,24, -0,68%) também registra queda, mas menores em relação aos bancos privados. 

Vale (VALE3, R$ 20,37, -0,83%, VALE5, R$ 17,05, -0,87%) e siderúrgicas 
A Vale registra uma nova sessão de perdas em meio à queda dos preços de minério de ferro. O minério de ferro spot no porto de Qingdao cai 0,77%, a US$ 61,85. 

A CSN (CSNA3, R$ 6,37, -3,04%), por sua vez, vê seus papéis caírem forte pela segunda sessão seguida, também repercutindo a queda da commodity. Na última quarta-feira, o BTG Pactual rebaixou a recomendação dos ativos para venda e reduziu o preço-alvo para R$ 5. Usiminas (USIM5, R$ 5,05, -1,75%) também vê seus papéis registrarem queda. 

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Gerdau (GGBR4, R$ 8,83, -0,56%)
A Gerdau vê seus papéis virarem após subiremno início da sessão de hoje hoje, em meio ao cenário de queda de preços do minério de ferro. A companhia teve a sua recomendação elevada de marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) para outperform (desempenho acima da média do mercado) pelo Bradesco BBI. Contudo, o preço-alvo foi reduzido de R$ 15,50 para R$ 13,00. 

Com base na estimativa de Ebitda em R $ 4,7 bilhões para 2015 (anteriormente R$ 5 bilhões), a Gerdau seriam negociadas a um múltiplo entre o valor da empresa e o Ebitda de 6,5 vezes este ano, mais ou menos em linha com a sua média histórica de 6,9 vezes.

“Em nossa opinião, o pessimismo sobre a demanda de aços longos já está precificado e isso deve mostrar um bom ponto de entrada”. O Bradesco BBI destaca que a Gerdau está enfrentando um mercado desafiador no Brasil, com a demanda por aços longos atingida pelo mercado imobiliário lento, bem como um abrandamento dos investimentos em infraestrutura.

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Telefônica (VIVT4, R$ 44,21, -0,32%)
A Telefônica Brasil registra queda, mas menos expressiva em relação à abertura do pregão. Ontem, a companhia concluiu ontem a compra da GVT, ao aprovar em Assembleia Geral Extraordinária a ratificação do contrato de compra e venda com a Vivendi. A empresa pagou parte do valor total, equivalente a € 4,663 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões), incluindo assunção de dívida, em recursos financeiros levantados por meio de aumento de capital, e parte em emissão de ações da nova companhia, equivalentes a 12% do capital social da empresa.

A AGE da companhia elegeu Amos Genish para liderar o processo de integração das duas empresas. Ele assume o cardo de presidente da empresa, além de tornar-se membro do Conselho de Administração.

A Vivendi disse nesta sexta-feira que contabilizará 4,2 bilhões de euros de ganhos antes de impostos com a venda da operadora de banda larga brasileira GVT, o que ajudará a empresa a pagar dividendos intermediários. 

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A companhia disse que também recebeu uma fatia de 12% na Vivo, da Telefônica Brasil, e que trocará 4,5% por 8,3% das ações ordinárias da Telecom Italia nas próximas semanas. 

Educacionais
Os papéis das companhias de educação também registram ganhos, com destaque para a Estácio e a Kroton. Segundo a coluna Radar, da Veja, o Ministério da Educação vai liberar R$ 1,1 bilhão para quitar débitos do Fies.  

MSCI
Hoje há também o rebalanceamento semianual do MSCI, índice que serve como referência para muitos fundos estrangeiros. A nova carteira do MSCI Brazil, já antecipada na metade de maio, excluiu as ações da Bradespar PN (BRAP4, R$ 11,29, +0,18%), Eletrobras ON (ELET3, R$ 6,49, -2,84%) e Gerdau Metalúrgica PN (GOAU4, R$ 7,90, -0,63%)). A expectativa do Credit Suisse é que a Bovespa registre um saída de US$ 200 milhões com o rebalanceamento do MSCI devendo trazer diminuição de peso para o Brasil.

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No dia em que o MSCI antecipou sua nova carteira, 13 de maio, os papéis da Bradespar, Eletrobras ON e Gerdau Metalúrgica desabaram na Bolsa. As quedas naquele pregão foram de 4,08%, 8,9% e 6,09%, respectivamente. 

Petrobras (PETR3, R$ 13,40, -1,54, PETR4, R$ 12,48, -1,50%)
As ações da Petrobras têm um dia de queda com um noticiário bastante movimentado para a estatal.

De acordo com informações do jornal O Globo, o novo plano de negócios da estatal para o período 2015-19 deve somar US$ 145 bilhões, US$ 75 bilhões abaixo dos US$ 220,6 bilhões de 2014-18, afirmou o jornal, citando fonte não identificada do setor.

O novo plano deve ser anunciado em junho. Até agora, já havia anunciado que investiria US$ 30 bilhões em 2015 e US$ 25 bilhões em 2016.

Ontem, respondendo ao pedido de esclarecimento da BM&FBovespa, a Petrobras afirmou que não há qualquer decisão de desinvestimento envolvendo a BR Distribuidora. “”Fatos julgados relevantes sobre este tema serão tempestivamente comunicados ao mercado””, disse a estatal em comunicado enviado à imprensa. A consulta da Bovespa vem logo após as notícias indicarem a possibilidade da Petrobras realizar a abertura de capital da da BR Distribuidora no 2º semestre deste ano, como forma de captar recursos para equilibrar seu preocupante endividamento.

Em outro comunicado, a companhia disse, também nesta noite, que usará os R$ 4 bilhões que serão captados com a emissão de debêntures para bancar o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), uma das principais obras investigadas pela Operação Lava Jato. Orçado em US$ 13,5 bilhões, o projeto foi suspenso sem a conclusão da primeira fase, em janeiro, diante da escassez de recursos da companhia. Agora, a estatal quer levantar mais recursos, com rentabilidade “incentivada”, para cobrir custos já executados e outros investimentos estratégicos.

Além disso, foi informado nesta noite que o Grupo Schahin, uma das companhias investigadas pela Operação Lava Jato, que está em recuperação judicial, irá ingressar imediatamente com ações nos tribunais brasileiros contra decisão da Petrobras de encerrar contratos de afretamento e serviços de cinco navios/plataformas.

A companhia comunicou também, em carta aos distribuidores de gás natural, que irá encerrar, até o fim deste ano, uma política de descontos vigente desde 2011, disse à Reuters nesta quinta-feira a Associação das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A política de incentivo ao consumo do gás produzido no país evita a escalada de preços do combustível ao dar descontos nos contratos de venda às distribuidoras. Os reajustes, de acordo com a assessoria de imprensa da Abegás, em tese permanecerão trimestrais e os descontos serão zerados até dezembro.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.