Bancos britânicos poderão precisar de ajuda de £ 25 bilhões por mês em 2011

Estudo aponta necessidade de novo pacote de auxílio; na Suíça, UBS e Credit Suisse enfrentam normas mais rígidas

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SÃO PAULO – O sistema bancário do Reino Unido pode precisar de novo pacote de resgate financeiro em 2011. Foi o que concluiu o estudo realizado por pesquisadores da New Economic Foundation (NEF), em relatório chamado “Where Did Your Money Go?” (Para Onde Foi o Seu Dinheiro?, em tradução livre do inglês para o português).

De acordo com os analistas, seriam necessários £ 25 bilhões mensais a serem aportados pelo estado no setor, o equivalente a cerca de US$ 39,5 bilhões. Os bancos britânicos tem até janeiro de 2012 para devolverem os £ 185 bilhões emprestados pelo BoE (Bank of England) no auge da crise.

Entretanto, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, discorda do estudo e afirmou a jornalistas que acredita não ser necessário um novo pacote de ajuda aos bancos do país.

Adaptação ao Acordo de Basileia III
As principais instituições financeiras do mundo terão ainda de se adaptar aos novos marcos regulatórios estabelecidos semanas atrás em Basileia, na Suíça.

O acordo estabelece que, dentre outras medidas, os bancos deverão possuir ao menos 7% de capital de alta qualidade como proteção aos seus ativos de risco. As medidas serão implementadas gradativamente até 2019 e produzirão um impacto maior em sistemas bancários menos regulados atualmente, como o é o caso do britânico.

Suíços farão esforço maior
UBS e Credit Suisse vão ter de respeitar normas ainda mais rígidas que as acordadas em Basiléia, devendo reservar um capital de 19% do total de seus ativos. A necessidade de esforço maior se dá em função do tamanho e da importância das duas instituições bancárias em relação à Suíça. Juntos, eles somam um total de ativos de US$ 2,64 trilhões, o que representa mais de quatro vezes o tamanho da economia do país.

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Segundo o UBS e o Credit Suisse, a meta deverá ser atingida até 2019, sem que haja a necessidade de venda de ações ordinárias ou de mudanças em suas políticas de distribuição de dividendos e projeções de crescimento.