Bancos alemães se confrontam sobre planos de supervisão pelo BCE

Bancos de poupança e cooperativas bancárias na Alemanha afirmam que não deveriam ficar sob a guarda de um supervisor europeu

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SÃO PAULO – Importantes bancos alemães se confrontaram nesta terça-feira (4) sobre planos para dar ao BCE (Banco Central Europeu) novos poderes de supervisão, com o co-presidente do Deutsche Bank afirmando que a observação somente dará certo se a autoridade monetária monitorar uma ampla gama de instituições, não apenas as maiores da Europa.

Os comentários de Juergen Fitschen durante uma conferência do setor em Frankfurt ressaltaram uma grande divisão na Alemanha, maior economia da Europa, sobre o escopo dos novos poderes do BCE.

Como Fitschen, a Comissão Europeia quer que o banco central assuma responsabilidade pelo monitoramento de um amplo conjunto de bancos. Mas o governo alemão e os bancos menores do país estão defendendo uma atuação mais limitada, focada apenas nos bancos considerados “sistemicamente relevantes”.

A disputa se tornou pública uma semana antes que a Comissão Europeia revele novas propostas para a criação de uma “associação bancária” na Europa, um passo que é considerado vital para se quebrar o vínculo entre bancos deficitários e governos endividados.

Fitschen afirmou que é ilusório acreditar que os maiores bancos, como o Deutsche Bank, são automaticamente os mais importantes, citando que o espanhol Bankia não estava no radar dos reguladores internacionais e acabou se tornando um problema nacional para a Espanha e para a zona do euro.

O executivo também criticou bancos de poupança e cooperativas bancárias da Alemanha, que afirmam que não deveriam ficar sob o guarda-chuva de um supervisor europeu e insistem que devem continuar regulados em nível nacional.