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Bolsa

Bancos aceleram perdas e pressionam Ibovespa; investidores seguem atentos a Fomc e Copom

Mercado engata queda antes das decisões de política monetária que serão essenciais para saber qual será a tendência da Bolsa no futuro

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SÃO PAULO – O Ibovespa vira para queda nesta super quarta-feira (31) pressionado novamente pelas ações de bancos, que desabam desde a divulgação do resultado do Bradesco na semana passada. No cenário macro, os investidores seguem com os olhares atentos para as duas decisões de política monetária do dia.

Os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) recuam 1,8%, os do Bradesco (BBDC3; BBDC4) caem 1,5% e os de Banco do Brasil (BBAS3) têm baixa de 0,6%. 

Às 15h00 (horário de Brasília), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulga a taxa de juros dos Estados Unidos e espera-se um corte de 0,25 ponto percentual, para a banda de 2% a 2,25% ao ano. 

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Depois do fechamento, por volta das 18h00, sai a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode cortar a Selic entre 0,25 e 0,5 ponto percentual, para 6,25% ou 6,5% ao ano. 

Será divulgado ainda o resultado da Vale no segundo trimestre de 2019, o que deve levar as ações da companhia a operarem de maneira volátil na expectativa pelos números. Hoje, o minério de ferro subiu 3,1% em Dalian, na China. 

Às 11h28, o principal índice da B3 registrava perdas de 0,79%, aos 102.122 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,59% a R$ 3,7679 na compra e a R$ 3,7686 na venda. O dólar futuro com vencimento em setembro opera em queda de 0,62%, para R$ 3,7765.

Segundo o analista da XP Investimentos, Gabriel Fonseca, o setor financeiro segue performando negativamente e é isso que enfraquece a Bolsa. “Não tem nenhuma notícia específica, mas bancos estão caindo bastante recentemente.”

Já Ari Santos, gerente de operações da H. Commcor, disse à Bloomberg que na iminência de baixa de juros, os bancos públicos podem reduzir taxas e forçarem os outros a cortarem o que cobram também. 

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 fica estável a 5,43%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 avança um ponto-base a 6,30%. 

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Lá fora, as bolsas operam em alta apesar das incertezas em torno da guerra comercial. Hoje, delegações de EUA e China terminaram a nova rodada de negociações iniciada em Xangai sem dar declarações sobre se houve progresso em direção a um acordo. 

Sobre o Fomc, apesar de uma divisão de apostas no mercado de possível corte – de 25 ou de 50 pontos-base –, dados econômicos recentes e discursos de dirigentes do Fed diminuíram as apostas por um corte de 50 pontos.

Hoje, o relatório de emprego ADP dos EUA mostrou um aumento de 156 mil vagas de trabalho na economia americana no mês de julho. A estimativa mediana dos economistas era de criação de 150 mil vagas. O dado é lido como uma prévia do Relatório de Emprego Oficial do país, que será divulgado nesta sexta-feira (2). 

Se o discurso do banco central dos EUA for “hawkish” (afeito a apertos monetários), por outro lado, os investidores devem se decepcionar e vendas serão acionadas no mundo todo.  

No caso do Copom, a inflação abaixo da meta, a fraqueza da atividade econômica e a aprovação da reforma da Previdência abrem espaço para o primeiro corte desde março de 2018. Levantamento da Bloomberg mostra 16 projeções de corte de 0,25p.p., 12 de diminuição de 0,50 p.p. e três de manutenção em 6,5% ao ano.

PNAD

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). 

O resultado veio igual à mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,9% e 12,2%.

Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,4%. No trimestre até maio deste ano, a taxa foi de 12,3%.

Noticiário Corporativo

A Petrobras (PETR3; PETR4) vai investir US$ 1,4 bilhão para capacitar suas refinarias a produzir óleo diesel com menos teor de enxofre, disse ontem o gerente-executivo de Logística da estatal, Mauro Mendes.

“Teremos alguns investimentos importantes em refinaria, no sentido de garantir o baixo teor de enxofre no diesel. Vários investimentos estão sendo programados, da ordem de US$ 370 milhões em logística, e US$ 1,4 bilhão no refino”, disse.

Segundo a Bloomberg, a Samarco, que não opera desde o colapso da barragem em Mariana em 2015, está perto de recuperar a licença ambiental necessária para iniciar a produção novamente, disse a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

“A previsão é que a emissão da licença ocorra no segundo semestre”, informou por e-mail o departamento de imprensa do órgão ambiental do estado. Um porta-voz da Samarco preferiu não comentar.

O empreendimento, de propriedade conjunta da Vale (VALE3) e da BHP, já chegou a um acordo com o órgão regulador e pode obter permissão formal para operar em meados de setembro, disseram pessoas a par da situação, que pediram para não serem identificadas porque as conversas são privadas.

Isso poderia, por sua vez, permitir que a mineradora começasse a pagar US$ 3,8 bilhões em dívidas inadimplentes.

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Entre os balanços, destaque para a CSN (CSNA3), que apresentou um lucro líquido de R$ 1,894 bilhão no segundo trimestre do ano, cifra 59% acima da registrada no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro da companhia havia sido de R$ 87 milhões.

A operadora de telefonia TIM (TIMP3) registrou um lucro líquido normalizado de R$ 423 milhões no segundo trimestre, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

A rede varejista Lojas Renner (LREN3) teve lucro de R$ 235,1 milhões, queda de 14,4%. O resultado inclui ajustes provenientes da norma contábil IFRS 16, e, sem esse ajuste, o lucro líquido teria recuado 11,5%, para R$ 243,1 milhões.

A Smiles Fidelidade (SMLS3) registrou um lucro líquido de R$ 155,7 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 36,4% superior à reportada no mesmo intervalo de 2018.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 HYPE3 HYPERA ON30,50-2,24+2,8015,86M
 BRKM5 BRASKEM PNA33,47-1,91-29,3614,35M
 LREN3 LOJAS RENNERON47,66-1,85+24,84185,95M
 RAIL3 RUMO S.A. ON21,76-1,54+28,0028,51M
 BBDC3 BRADESCO ON31,73-1,46+13,3713,42M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 BTOW3 B2W DIGITAL ON38,07+4,04-9,4064,23M
 SMLS3 SMILES ON39,05+3,31-4,1921,43M
 LAME4 LOJAS AMERICPN17,90+2,70-8,7843,62M
 TIMP3 TIM PART S/AON12,28+2,25+4,9934,22M
 CSNA3 SID NACIONALON16,69+1,77+98,08104,70M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Bolsas Internacionais

No aguardo a decisão do Fed, as bolsas asiáticas fecharam em queda. Adicionalmente, a atividade fabril da China contraiu-se pelo terceiro mês consecutivo em julho. O índice de gerentes de compras (PMI) para julho ficou em 49,7 pontos, ante expectativa de 49,6 pontos, destaca a CNBC, citando a Reuters. Leitura do PMI abaixo de 50 indica contração.

Em relação às negociações comerciais, após as ameaças da véspera por parte de Trump, as conversações entre autoridades de China e EUA renderam um jantar de trabalho na terça-feira, em Xangai, e meio dia de negociações na quarta-feira. Nenhuma das equipes fez comentários públicos imediatos, informa a CNBC.

(Com Agência Estado)