Banco revisa projeções para setor de petróleo & gás e eleva preço-alvo dos papéis

Petrobras, OGX, Ultrapar, Braskem, Comgás e Lupatech são contempladas pelo Credit Suisse, que mantém apostas no Pré-Sal

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SÃO PAULO – A estabilidade do Brasil no cenário internacional, bem como o rali surpreendente do mercado acionário doméstico em comparação aos pares internacionais, fez com que os analistas do Credit Suisse revisassem suas projeções para a renda variável da América Latina.

Em um dos relatórios atualizados, o banco suíço alterou suas projeções para as empresas do setor de petróleo & gás e petroquímico, tendo como base novas perspectivas para o risco-País, o que alivia a medição do WACC (Weighted Average Cost of Capital).

Deste modo, os analistas revisaram suas perspectivas para os resultados das empresas analisadas, como também elevaram o preço-alvo dos papéis em uma média de 16%.

Petrobras

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A equipe se mostrou muito otimista com o desempenho da Petrobras, exaltando os resultados trimestrais reportados e os números que virão, tendo em vista a produção crescente vinda dos blocos do Pré-Sal.

Com as novas perspectivas, o banco incrementou em 11% e 9%, respectivamente, sua projeção para os lucros da estatal em 2009 e 2010. Contudo, os analistas acreditam que as ações, neste momento, estão sobrevalorizadas, mas o guidance de produção para o longo prazo justifica o investimento.

Entretanto, o Credit Suisse também chama atenção para os potenciais riscos à estatal, como um corte no preço cobrado pela gasolina, o andamento da CPI e caso os resultados da exploração dos blocos de petróleo fiquem abaixo das projeções.

OGX

O plano de negócios da empresa do mega empresário Eike Batista, como as descobertas nos blocos da bacia de Santos, rege as boas perspectivas para a OGX. A equipe destaca também o valuation atrativo dos papéis e o sucesso nas prospecções preliminares nos blocos exploratórios, que devem trazer alta rentabilidade à companhia no médio prazo.

Ultrapar

No caso da Ultrapar, os analistas não revisaram qualquer perspectiva operacional. Contudo, lembram que a empresa oferece uma atrativa combinação entre crescimento e resilência, característica importante em tempo de crise.

Braskem

Diferentemente das outras projeções, o grupo revisou para baixo as perspectivas quanto ao resultado da Braskem, de modo que a expectativa para o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa neste ano reduziu-se em 16%.

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Somado ao fato, os analistas não preveem uma recuperação sustentável da indústria petroquímica global, a despeito do rali recente das ações.

Comgás

Para a Comgás, a equipe ajustou sua projeção para o volume de gás produzido pela empresa, em decorrência do “colapso” do mercado doméstico no primeiro trimestre. Deste modo, houve uma redução das projeções para os resultados da companhia de 14% e 12%, respectivamente, para 2009 e 2010.

Lupatech

Voltando para as projeções positivas, o banco suiço acredita que a Lupatech está muito bem posicionada no mercado, uma vez que suas operações estão intimamente ligadas com a Petrobras.

Entretanto, esta vantagem comparativa, segundo os analistas, não terá impactos no curto prazo, já que os resultados da produção da camada do Pré-sal deverão demorar, assim como a recuperação da indústria metalúrgica.

EmpresaCódigoPreço alvo antigoPreço alvo revisadoUpside*
PetrobrasPBRUS$ 26,00US$ 35,00
OGXOGXP3R$ 920,00R$ 1.215,0038%
UltraparUGPA4R$ 69,00R$ 78,0021%
BraskemBAKUS$ 8,00US$ 8,506%
ComgásCGAS5R$ 37,00R$ 40,0011%
LupatechLUPA3R$ 29,00R$ 30,0025%

*Potencial de valorização com base no fechamento de 18 de maio