Banco revisa estimativas para setor de autopeças e eleva call da Marcopolo

Credit Suisse reduziu recomendação para ações da Autometal; top pick continua a ser Mahle Metal Leve

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SÃO PAULO – O Credit Suisse revisou suas estimativas para o setor de autopeças, elevando o preço-alvo para as ações da Marcopolo (POMO4) de R$ 8,00 para R$ 10,00. O banco ainda elevou a recomendação de underperform (desempenho abaixo do mercado) para neutral.

No mesmo sentido, o Credit Suisse elevou o preço-alvo da Mahle Metal Leve (LEVE3) de R$ 21,30 para R$ 22,5, mantendo ainda sua top-pick no setor com recomendação overweight (exposição acima do mercado).

Assim, os analistas Bruno Savaris e Carlos Louro acreditam que os papéis da  Marcopolo e Mahle devam ter valorização de 1,52% e 7,14% até o final de 2012, tendo em base o fechamento da terça-feira (29).

Os analistas consideram ainda mais atrativo o potencial teórico da Autometal (AUTM3). Mesmo com recomendação neutra, Savaris e Louro projetam que a ação deve valer por volta de R$ 17,00 no final do ano – alta de 22,3% frente a mesma base de comparação. O upside projetado para as ações da Randon (RAPT4), também também supera o da POMO4 e LEVE3. Os analistas traçam o preço de R$ 11,5 até o final do ano, o que representaria alta de 19,17% também frente a esta terça-feira (29).

Autometal: reclassificação depende de estratégias
Segundo os analistas, uma reclassificação da recomendação para a Autometal teria de ser feita somente com a divulgação de sua estratégia de fusões e aquisições, em vez de ser feita apenas considerando o seu crescimento orgânico. “Por agora, somos cautelosos, já que não temos visibilidade sobre os processos de fusões e aquisições da companhia”, afirma Savaris e Louro.

Atualmente a companhia avalia 14 possíveis aquisições, sendo 11 companhias nacionais, duas no México e uma em outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Essa aquisição, possivelmente na Índia, pode ser uma companhia global de tamanho levemente superior à própria Autometal. Savaris e Louro destacam, porém, que a companhia deve realizar aquisições somente se os preços estiverem atrativos e não deve emitir novas ações para isso. 

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Marcopolo: oportunidades pela 
Já a Marcopolo mostra um cenário de oportunidades interessantes pela frente, como demostrado pelos resultados dos últimos dois trimestres. “Vemos a companhia bem posicionada para divulgar resultados resilientes no curto e no médio prazo, beneficiados pela demanda, tanto no mercado nacional quanto no internacional”, salientam Savaris e Louro. 

Para os analistas, a renovação das concessões de ônibus interestatuais, as eleições municipais em 2012 e os eventos esportivos de 2014 e 2016 são excelentes oportunidades para que a empresa melhore o seu caixa, desde que consiga atender a demanda.

O crescimento de seus negócios internacionais no Egito e na Índia também pode colaborar. Contido, os analista ponderam que a empresa precisa continuar com seu programa de corte de custos, para aumentar sua produtividade e reduzir custos com trabalho em até 30%.