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SÃO PAULO – Durante o mês de junho, o mercado de ações interrompeu o rali do qual vinha e caiu novamente para um nível mais baixo, ao passo que surgiram alguns sinais de melhora nas economias centrais. Segundo os analistas do banco Natixis, este movimento fez com que muitos estrategistas voltassem a recomendar o investimento em ações. No entanto, seria este o melhor momento para voltar a comprá-las?
Para responder a esta indagação, os analistas fizeram a seguinte comparação: de quais foram os estágios em que os mercados de ações cíclicas da Europa e dos EUA alavancaram no passado, com o atual cenário econômico mundial.
O resultado surpreendeu. Embora muitos analistas tenham uma visão positiva sobre este ser o momento certo para investir em ativos, o estudo do banco mostra que ainda há mais pontos negativos do que positivos quando comparamos momentos de impulso econômica do passado com as expectativas atuais.
No geral, a descoberta do estudo foi de que os preços nos mercados de ações dispararam no passado depois que as falências atingiram seus maiores níveis, ao mesmo tempo em que houve melhoras nos níveis de produção, estoques e construções residenciais. Além disso, os preços também subiram antes da taxa de desemprego atingir seu maior nível e dos lucros aumentarem nas economias.
Antigas disparadas nos preços dos EUA…
Segundo os analistas, o impulso do mercado de ações norte-americano em outras épocas, como nos anos de 1991,1998 e 2003, por exemplo, mostrou que os altos níveis dos preços voltaram quando os mercados:
…e na Europa
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No velho continente, por sua vez, as disparadas nos preços observadas em 1996 e 2003 se deram quando os mercados:
Atual situação é desfavorável?
Após o confronto entre passado entre presente, o estudo realizado pelo banco revelou que ainda os pontos negativos se sobressaem frente aos positivos quando tratamos de um possível turno de altas para os mercados globais baseadas nas premissas que outrora levaram os preços dos ativos.
Atualmente, segundo os analistas, estão a favor deste movimento apenas os números mais animadores trazidos pelos indicadores de emprego, assim como o nivelamento das permissões para novas construções.
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No entanto, reforçando o viés mais pessimista estão o nível na produção, o alto patamar de falências, o aumento nos pedidos de bens duráveis e a tendência de alta nos estoques.