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SÃO PAULO – O banco inglês Lloyds está avaliando sair do programa governamental GAPS (Government Asset Protection Scheme) que atualmente protege bancos contra ativos de risco. Com isso, a instituição teria que assegurar sozinha 260 bilhões de libras (US$ 424 bilhões) em ativos podres.
Em declaração, o banco considerou a melhora das condições econômicas mundiais e a revisão da performance dos empréstimos como fatores que têm contribuído para a melhora de suas condições de gestão.
“Todas as possibilidades estão abertas e, como parte do processo, o Lloyds vê qualquer alternativa potencial para o GAPS interessante para seus acionistas e sócios”, afirmou o banco.
Alternativa híbrida
Para o analista da MF Global Securities Simon Maughan, o banco teria que levantar 25 bilhões de libras de capital novo para chegar ao nível de benefício do programa de proteção do governo.
Ele acredita que é bem provável que o banco fará um acordo híbrido, captando recursos via venda de ações, ao mesmo tempo em que converteria papéis preferenciais em ações comuns.
Saída
A procura por uma saída ao programa se deu após acionistas e o próprio diretor de departamento do banco Victor Blank criticarem a transferência de controle do HBOS para o governo inglês. Desde então, o Lloyds vem tentando convencer o governo de que tem capital adequado para fazer as mudanças no acordo efetuado em março.
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Além disso, o banco também procura diminuir a participação do governo em seu patrimônio líquido devido às novas regras que estão sendo discutidas na União Europeia que poderia forçar a instituição a vender ativos ou filiais.
Conforme o contrato firmado com o GAPS, o governo deveria assegurar os ativos de alto risco do banco em troca de uma parcela de 15,6 bilhões de libras. Para pagar o montante, Lloyds daria ao Tesouro ações extras, aumentando sua fatia de 43% para 62%.
No mês passado o banco anunciou perdas de 3,1 bilhões de libras no primeiro semestre com a necessidade de cobrir os empréstimos comercias e imobiliários.