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SÃO PAULO – Acreditando no aumento do preço do minério de ferro e avaliando a possibilidade de incorporação da empresa por outra companhia, os analistas do Itaú elevaram a recomendação para as ações da MMX (MMXM3) para “outperform” (desempenho acima da média).
Com a melhora das expectativas para a empresa, o time de research também aumentou o preço justo para a empresa visando dezembro de 2010, de R$ 13,00 para R$ 16,00, com potencial de valorização de 18,5% em relação ao último fechamento.
“Acreditamos que o interesse nas ações pode subir quando os investidores virem MMX como um player de minério de ferro alavancado e com potencial incorporação em vista”, comentam.
Ferro
Entre as justificativas para a revisão, o analistas do banco destacam o provável aumento do preço do minério de ferro. Ele acreditam que, em 2010, o valor do minério deve subir 20%, enquanto em 2011, a alta será de 10%.
“A forte demanda vinda da China, a recuperação da demanda dos países desenvolvidos e a redução potencial de estoque da Índia, levaram-nos a elevar a possibilidade de alta dos preços do minério de ferro”, falam.
Eles explicam que o aumento no preço da commodity influencia diretamente o valor da MMX, já que este é seu principal produto negociado.
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Acordos e projetos
Além disso, os analistas do Itaú também comentam que por ser uma empresa com premissas positivas e com potencial crescente de produção (altas taxas Ebitda/tonelada – geração de caixa operacional por tonelada de minério), um player estratégico poderia pagar um prêmio pela empresa.
O Itaú também aponta outros potenciais catalizadores para os papéis, como o projeto da MMX no Chile, que parece ser um negócio lucrativo, com alta margem Ebitda/ton e possíveis construções de plantas de extração de ferro no projeto de Bonsucesso, que reduziriam os custos de logística.