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SÃO PAULO – A manhã desta sexta-feira (2) marcou o início da negociação das novas ações do Banco do Brasil (BBAS3) no Novo Mercado da BM&F Bovespa. Em evento realizado na sede da bolsa brasileira, o presidente da entidade, Aldemir Bendine, falou da importância dessa oferta pública de ações.
“Ter rentabilidade e dar retorno aos acionistas é um dos objetivos do Banco do Brasil, assim como objetivamos atender sempre bem nossos clientes, incentivar nosso quadro de funcionários para continuarmos sendo líders de mercado, por merecimento. Além disso, não podemos esquecer que uma das principais missões do nosso banco é ajudar no desenvolvimento do nosso País, e para isso pretendemos cada vez mais aumentar nossa atuação internacional”, afirmou
Também em discurso, o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, ressaltou a importância que a oferta tem para o País e para o mercado de capitais nacional. “Quem compra essas ações ajuda o desenvolvimento do Brasil e do nosso mercado de capitais. O BB negocia suas ações há mais de 100 anos e o fato de voltar a essa casa com mais ações revela a confiança que essa grande instituição tem nos cidadãos e investidores brasileiros”.
Oferta
Ao todo, o banco colocou no mercado mais 396 milhões de ações ordinárias, sendo 286 milhões em colocação primária e 110 milhões e oferta secundária. Os pedidos de reserva das modalidades de empregados do BB foram totalmente atendidos, porém os pedidos de reserva dos investidores não-intitucionais foram atendidos apenas proporcionalemente, sendo rateados em 72%.
As novas ações começaram a ser negociadas a preço de mercado, com os papéis colocados à venda por R$ 24,65. Com isso, foram captados R$ 9,761 bilhões. Desse total, R$ 7,050 bilhões irão para o caixa do banco e os R$ 2,711 bilhões restantes serão embolsados pelos acionistas vendedoress na operação: o BNDESPar, braço de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o FI-FGCN (Fundo de Investimento Caixa Garantia Construção Naval Multimercado) e do FI-FGHAB (Fundo de Investimento Caixa FGHAB Multimercado).
“Esses números mostram o quanto há apetite pelo o nossos mercado de capitais e reforça ainda mais a crença de que o investidor estrangeiro está de olho no Brasil e está investindo no País”, acrescentou Edemir Pinto.
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O objetivo principal da operação foi elevar o capital em circulação (free float) do banco para 25%, percentual mínimo exigido pelas regras do Novo Mercado, segmento de governança corporativa em que o BB está listado. Pelo prospecto, atualmente, essa proporção é de 21,7% e vai a 32% com a venda dos ativos.