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SÃO PAULO – O prejuízo bilionário por parte do Lehman Brothers na última sessão e o socorro às agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac aguçaram os temores quanto à saúde do setor financeiro norte-americano e, conseqüentemente, mundial.
Tanto que nesta quinta-feira (11) o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, afirmou que a instituição continuará com o plano para assegurar liquidez para os bancos, que vencerá em outubro.
Na visão do presidente, a medida, que será editada na próxima semana, deverá prover liquidez apenas no curto prazo, nada que garantirá a solvência das financeiras no longo prazo.
King também reiterou a preocupação do colegiado quanto ao avanço da inflação na região, que já está bem acima dos desejados 2% ao ano. Fato este que não só preocupa o Reino Unido, mas como a Europa em geral.
Europa em alerta
Para Yves Mersh, membro votante do Banco Central da Europa, a queda dos preços do petróleo não arrefecerá os riscos de inflação, ao passo que deverá ser compensada pela valorização do dólar frente ao euro.
Além disso, recorda Mersh, a cotação atual está cerca de 60% maior em comparação há dois anos, o que não alivia os índices de preços. Em sua última medição, a inflação chegou em 3,8%, enquanto a meta do colegiado é de 3,5%.
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Vale lembrar também que a Comissão Européia cortou as previsões de crescimento da zona do euro neste ano de 1,7% para 1,3%.