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SÃO PAULO – Após operar em baixa durante quase toda a sessão, o dólar comercial reverteu a trajetória e fechou em alta nesta segunda-feira, reagindo à retomada dos leilões de compra do Banco Central no mercado de câmbio.
Depois de um jejum de quase dois, o BC voltou a comprar dólares nesta segunda-feira. Segundo operadores de mercado, a entidade teria aceitado apenas uma proposta, com taxa de corte de R$ 2,1600.
Analistas comentam que o baixo volume de negócios, em função do fechamento mais cedo das bolsas nos EUA, facilitou a reversão da tendência.
Balança e Focus motivaram queda pela manhã
Pela manhã, o Ministério do Desenvolvimento anunciou um saldo comercial positivo de US$ 4,082 bilhões em junho, maior saldo mensal do ano, pressionando a moeda.
Além disso, a queda da projeção do mercado para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para baixo dos 4% também permitiu o movimento no início da sessão.
Dólar comercial fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1780 na compra e R$ 2,1810
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na venda, alta de 0,74% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3660, representando um ágio de 8,63%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,74% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,11%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.195,
alta de 0,60% em relação ao fechamento
de R$ 2.182
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,98%,
atingindo R$ 2.207 frente
à R$ 2.164 do fechamento de
sexta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1800.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,85% para setembro de 2006, alta de 0,16 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.