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SÃO PAULO – Refletindo a nova atuação do Banco Central, o dólar comercial fechou o dia em alta. Desde que quebrou um jejum de, aproximadamente, 90 dias sem comprar dólares, desde o último dia 3 de julho, a autoridade monetária vem realizando leilões sucessivos como uma forma de “segurar” a queda da moeda norte-americana.
Nesta quarta-feira, o BC aceitou 13 propostas, a uma taxa de corte de R$ 2,189. A compra desta sessão reforça a perspectiva dos analistas de mercado de que o Banco Central continuará a intervir na cotação do dólar durante as próximas semanas.
Incertezas
As expectativas com a divulgação dos resultados corporativos referentes ao segundo trimestre e perspectivas para os juros nos EUA também ajudaram a impulsionar a alta da moeda.
Muitos dos os resultados já apresentados apontaram números abaixo do esperado e, com as incertezas em relação ao futuro dos Fed Funds em foco, é normal que os investidores aumentem seu grau de aversão ao risco, o que prejudica o fluxo de recursos para os mercados emergentes.
Dólar comercial fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1970 na compra e R$ 2,1980
na venda, alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3790, representando um ágio de 8,28%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,52% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,38%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.210,
alta de 0,68% em relação ao fechamento
de R$ 2.195
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte alta de 0,78%,
atingindo R$ 2.226 frente
à R$ 2.209 do fechamento de
terça-feira.