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SÃO PAULO – Com a expectativa por aumento da inflação pelo mercado e refletida pelas projeções do relatório Focus, que esperam que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deva atingir 5,70% neste ano, os economistas acreditam que um aperto monetário deverá ocorrer em breve.
Com a piora contundente da inflação, apenas elevar o tom do discurso não será suficiente, afirmam os economistas da Rosenberg & Associados. “O BC (Banco Central) será instado a agir”, afirmam. Segundo eles, mesmo com a redução dos preços de energia elétrica, a inflação em 12 meses continua acelerando, devendo furar o teto da meta nos próximos meses.
Próxima reunião deve sinalizar alta
Assim, para a consultoria, o Copom (Comitê de Política Monetária) deverá retirar o “suficientemente prolongado” do comunicado e da ata – quando faz referência à estabilidade das condições monetárias -, já na reunião que ocorrerá nesta semana. Desta forma, deixará as portas abertas para uma alta da Selic, a começar em abril.
A projeção da consultoria é de uma alta para a Selic de 0,25 ponto percentual em abril e mais duas altas de 0,50 ponto percentual em maio e em junho, levando a taxa para 8,5% ao ano, com elevação de 1,25 ponto percentual.
A LCA Consultores chama atenção ainda para as mudanças de estimativas reveladas pelo relatório Focus nas últimas semanas, que apontam para uma virada na tendência das projeções, com uma maior percepção de aperto monetário. O mercado se divide agora em dois grupos: aqueles que preveem a manutenção da Selic próxima do atual patamar expansionista e outra, mais dispersa, que prevê elevação da taxa entre 8,5% e 9%.
Segundo a Rosenberg, a decepção com o PIB (Produto Interno Bruto) na semana passada, com um crescimento de apenas 0,9% em 2012, não será suficiente para atender a tendência de apostas crescentes na direção de alta. Isto porque o consumo tem um desempenho bom, enquanto o mercado de trabalho está bastante apertado.