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SÃO PAULO – O Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central projeta inflação de 4,4% em 2012, 0,3 ponto percentual menor do que a projetada no Relatório de dezembro de 2011, segundo o cenário de referência, que pressupõe manutenção da taxa de câmbio constante no horizonte de previsão em R$ 1,75, e a meta para a taxa Selic em 9,75% ao ano.
“A projeção para a inflação acumulada em doze meses se posiciona acima do valor central de 4,5% para a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ao longo do primeiro semestre de 2012, deslocando-se em direção à trajetória de metas nos dois trimestres posteriores”, completa o relatório.
Ainda de acordo com o documento, a projeção de inflação acumulada em doze meses parte de 5,5% no primeiro trimestre de 2012, reduz-se para 5,0% no segundo e para 4,4% no terceiro, encerrando o ano nesse patamar. Por sua vez, a projeção para o primeiro trimestre de 2013 se encontra em 4,9%, atinge 5,0% e 5,2% no segundo e no terceiro trimestre, respectivamente, encerrando o ano nesse patamar. Por fim, para o primeiro trimestre de 2014, a expectativa do BC é de 5,1%.
“Cabe informar, ainda, que a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2012, segundo o cenário de referência, situa-se em 3%. Para 2013, essa probabilidade se encontra em torno de 22%”, pondera o relatório.
Outro cenário
Levando em consideração o que o BC chama de cenário de mercado, que incorpora dados da pesquisa realizada pelo Gerin (Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores) com um conjunto significativo de instituições até a data de corte, as projeções são um pouco diferentes.
A previsão para a inflação em 2012 é de 4,5%, 0,1 p.p. maior do que a associada ao cenário de referência e 0,3 p.p. menor do que o valor projetado no último Relatório. “A projeção para a inflação acumulada em doze meses oscila em patamares superiores à meta na primeira metade de 2012. Nesse cenário, a projeção parte de 5,5% no primeiro trimestre de 2012, deslocando-se para 5,0% no segundo, para 4,4% no terceiro e encerrando o ano em 4,5%”, diz o relatório.
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Já no primeiro trimestre de 2013, a estimativa é de 5,0%, eleva-se para 5,1% no trimestre seguinte, desloca-se para 5,4% no terceiro trimestre, e encerra o ano em 5,3%. O valor projetado para o primeiro trimestre de 2014 encontra-se em 5,2%. Neste cenário, o BC diz que a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2012 situa-se em 2%. Para 2013, essa probabilidade se encontra em torno de 25%.
“As trajetórias das projeções para 2012, no cenário de referência e no de mercado, são semelhantes, em parte, porque, apesar de serem consideradas diferentes trajetórias para a taxa Selic, o efeito de mudanças na taxa de juros sobre a inflação se manifesta com defasagens. De fato, as trajetórias das projeções começam a se afastar gradualmente a partir do quarto trimestre de 2012, tal que a diferença entre ambas atinge o pico no terceiro trimestre de 2013 e recua nos dois seguintes”, explica o BC.