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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou há pouco uma alta de 0,75 ponto percentual para a meta da Selic, levando os juros básicos da economia brasileira para 19,00% ao ano, sem viés. A decisão do Banco Central acerca dos juros reflete a estratégia da autoridade monetária em conter a inflação do país. Com a alta dos juros é possível que o dólar volte ao nível que melhor condiz com a situação econômica brasileira.
Segundo a nota do BC, o Copom foi direcionado ao aumento dos juros “para evitar a propagação do realinhamento de preços resultante dos recentes choques e assegurar a convergência da inflação à trajetória de suas metas”.
O BC pretende baixar a taxa de câmbio para assegura que o atual patamar da moeda norte-americana não gere um forte impacto nos preços. A meta de inflação, medida pelo índice IPCA do IBGE, acordada com o FMI para o ano é de 4%, com um desvio de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,52% no mês de junho, sendo que o acumulado do ano foi de 2,96%.
Este é o quinto aumento dos juros promovido pelo Copom em 2001, o que representou uma elevação de 3,75 pontos percentuais em relação à Selic de fevereiro, que era de 15,25% ao ano. Este nível de juros é o mais alto desde a queda de setembro de 1999, quando os juros ficaram em 19% ao ano e permaneceram neste patamar até o início do ano passado.