Banco Central do México mantém juros e revisa inflação para cima em 2026-27

Autoridade monetária vê expansão moderada da economia global em meio a tensões comerciais e mantém tom cauteloso sobre o balanço de riscos para a inflação

Estadão Conteúdo

O logotipo do Banco Central do México (Banco de Mexico) é visto em seu prédio no centro da Cidade do México, México, em 24 de abril de 2024. REUTERS/Henry Romero
O logotipo do Banco Central do México (Banco de Mexico) é visto em seu prédio no centro da Cidade do México, México, em 24 de abril de 2024. REUTERS/Henry Romero

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O Banco Central do México (Banxico) manteve a taxa básica de juros em 7% ao ano, em decisão unânime divulgada nesta quinta-feira, 5. Em comunicado, a autoridade monetária enfatizou que as previsões para a inflação geral e subjacente foram ajustadas para cima entre o primeiro trimestre de 2026 e de 2027.

O BC mexicano pontuou que espera que a inflação atinja a meta de 3% no segundo trimestre de 2027, mas que as previsões estão sujeitas a diversos riscos, como pressões de custos, depreciação do peso mexicano e disrupções por conflitos geopolíticos ou políticas comerciais.

Segundo o Banxico, desde a última decisão de política monetária, as taxas de juros dos títulos governamentais no México diminuíram em todos os seus prazos, o peso mexicano se apreciou e a atividade econômica se expandiu.

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O comunicado também destaca que, no quarto trimestre de 2025, o ritmo de expansão da economia global continuou a moderar em relação ao trimestre anterior, em um ambiente em que persistem tensões comerciais.