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SÃO PAULO – O Banco Central do Brasil divulgou nesta última sexta-feira informe relatando as projeções do mercado para os principais índices macroeconômicos da economia brasileira referentes à 2002 e 2003. O grande destaque do relatório é o aumento da expectativa de inflação, decorrente do IPCA de abril superior à expectativa do mercado.
O crescimento do PIB esperado para 2002 é de 2,40%, uma redução de 0.02 ponto percentual em relação à última estimativa.
Mercado aposta na elevação do IPCA
O aumento do preço dos combustíveis, provocado pelo subida da cotação do petróleo nos mercados mundiais, acabou tendo um forte efeito no IPCA, índice usado para a condução da política de metas de inflação pelo Banco Central. Com isso, as projeções em torno do índice apontam um taxa anualizada de 5,32% em 2002, superior à previsão anterior de 5,26%. Desta forma, as projeções do mercado se aproximam do teto superior da meta inflacionária deste ano, de 5,5%.
No entanto, já para o INPC, as simulações do mercado indicam uma taxa superior ao teto da meta, de 6,00% contra anteriores 5,93%. Já os demais índices pesquisados pelo BC apontam queda. O mercado sinaliza IGP-DI de 2002 em 5,81%, menor do que os 5,95% previstos anteriormente. Da mesma forma, foi registrado recuo no IPC-Fipe, de 4,88% para 4,80% no ano corrente.
As projeções para 2002 e 2003 são as seguintes:
| Índice | 2002 | 2003 |
| IPCA | 5,32% | 4,00% |
| INPC | 6,00% | 4,13% |
| IGP-DI | 5,81% | 4,00% |
| IPC-Fipe | 4,00% | 4,00% |
Aumento da inflação reflete na Selic
A aceleração da inflação em 2002 deve, na visão do mercado, retardar o processo de redução da taxa de juros. As projeções indicam para 2002 uma taxa de 16,50%, porém, para 2003, o mercado espera uma taxa de 14,40%, maior do que os 14,25% esperados anteriormente.
A aceleração da inflação em 2002 deve, na visão do mercado, retardar o processo de redução da taxa de juros. As projeções indicam para 2002 uma taxa de 16,50%, porém, para 2003, o mercado espera uma taxa de 14,40%, maior do que os 14,25% esperados anteriormente.
Finalmente, os efeitos da valorização do real também se refletiram nas expectativas do mercado, gerando projeções de superávits na balança comercial menores, bem como de déficits em conta corrente um pouco mais pronunciado.
Outras projeções importantes para 2002 e 2003, em bilhões de dólares:
Outras projeções importantes para 2002 e 2003, em bilhões de dólares:
| ITEM | 2002 | 2003 |
| Déficit Conta Corrente | 20,28 | 20,40 |
| Superávit Balança Comercial | 4,30 | 4,25 |
| Investimento | 17,20 | 18,00 |