Banco avalia como positiva a fusão da Perdigão e projeta upside de 21% para papéis

Para os analistas do Credit Suisse, ganhos de sinergia devem ser expressivos; recomendação mantida em acima da média

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SÃO PAULO – Os analistas do Credit Suisse analisaram os impactos da criação da Brasil Foods para a Perdigão (PRGA3) e a Sadia (SDIA4), reiterando a sua recomendação de outperform – acima da média – e o preço-alvo de R$ 52,00 para os papéis da primeira.

Na última terça-feira (19) as duas companhias anunciaram a intenção de unir as suas operações, formando assim a terceira maior exportadora do Brasil, atrás somente da Petrobras e da Vale, com receita anual estimada em R$ 25 bilhões.

Para a transação, a Perdigão afirmou que deverá realizar uma oferta pública de ações para o mercado local no valor de R$ 4 bilhões, capital esse que poderá ser utilizado para reduzir o endividamento da empresa recém-nascida para um nível “normal”.

Expectativas

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Em relação à fusão, na opinião do Credit Suisse, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) não deve apresentar restrições relevantes, podendo vender parte de seus ativos, mas nada que interfira nos ganhos de sinergias da associação.

Segundo os analistas, uma primeira análise sugere um potencial de valorização de 21% para as ações da Perdigão, assumindo que a Brasil Foods será negociada com um ligeiro prêmio em relação aos ativos da processadora.