Indicadores

Balança comercial tem déficit de US$ 174 milhões na 2ª semana de julho

Nas duas primeiras semanas de julho, o resultado é superavitário em US$ 462 milhões, até o dia 12 (considerando oito dias úteis)

Aprenda a investir na bolsa

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 174 milhões na segunda semana de julho (entre os dias 6 e 12). Dados divulgados nesta segunda-feira, 13, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que as exportações somaram US$ 3,494 bilhões e as importações chegaram a US$ 3,668 bilhões no período.

Nas duas primeiras semanas de julho, o resultado é superavitário em US$ 462 milhões, até o dia 12 (considerando oito dias úteis). As vendas ao exterior somaram US$ 6,050 bilhões e as importações chegaram a US$ 5,588 bilhões no acumulado do mês. No ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 2,683 bilhões, refletindo US$ 100,379 bilhões de exportações e U$S 97,696 bilhões em importações.

Os dados da segunda semana de julho, quando comparados aos resultados de julho do ano passado, mostram uma queda nas exportações de 24,5%, pelo critério de médias diárias. Segundo o MDIC, a retração é reflexo de uma menor venda em todos os grupos: básicos, semimanufaturados e manufaturados.

Aprenda a investir na bolsa

Nos produtos semimanufaturados, a retração foi de 37,1% (de US$ 123,3 milhões para US$ 77,5 milhões, pelo critério de média diária), principalmente por causa de retrações nas exportações de ferro fundido, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, óleo de soja em bruto e couros e peles. Nos produtos básicos, a queda foi de 22,4% (de US$ 505,7 milhões para US$ 392,6 milhões nas médias diárias), em razão de milho em grãos, petróleo em bruto, minério de ferro, carnes salgadas, miudezas de animais comestíveis e carne bovina congelada. Nos manufaturados, houve retração de 22,2% (de US$ 347,0 milhões para US$ 270,1 milhões), em virtude de plataforma para extração de petróleo, óxidos e hidróxidos de alumínio, açúcar refinado, máquinas e aparelhos de terraplenagem, motores e geradores elétricos, motores para veículos e óleos combustíveis.

Nas importações foi registrada retração de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Caíram, principalmente, as compras de combustíveis e lubrificantes (-66,2%), aparelhos eletroeletrônicos (-33,4%), veículos automóveis e partes (-31,7%), borracha e obras (-30,5%), plásticos e obras (-28,5%), equipamentos mecânicos (-26,0%) e instrumentos de ótica e precisão (-22,4%).

Na comparação com junho, o resultado das duas primeiras semanas deste mês apontam queda de 19,1% na comparação de médias diárias, também com recuo nos três grupos: semimanufaturados (-27,6%, de US$ 107,1 milhões para US$ 77,5 milhões), manufaturados (-23,0%, de US$ 351,0 milhões para US$ 270,1 milhões) e básicos (-13,5%, de US$ 454,2 milhões para US$ 392,6 milhões). Nas importações, quando feita comparação com junho, há queda de 2,9%, principalmente por causa de combustíveis e lubrificantes (-35,2%), produtos farmacêuticos (-19,6%), veículos automóveis e partes (-18,5%), equipamentos mecânicos (-13,9%) e plásticos e obras (-13,8%).