“Baby Shark”: empresa faz IPO após sofrer para monetizar vídeo mais visto do YouTube

Modelo de negócios da empresa se concentra na criação de vídeos 'curtos e cativantes' para sites de vídeos, plataformas de streaming, televisão e aplicativos móveis

Agência O Globo

Reprodução/YouTube
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A Pinkfong Co., empresa por trás da música viral “Baby Shark”, começou a negociar ações na Bolsa de Valores de Seul neste mês, após uma grande procura por parte dos investidores em sua oferta pública inicial (IPO).

Embora o IPO tenha arrecadado apenas 76 bilhões de won (cerca de R$ 282 milhões), as ações foram precificadas em 38 mil won cada, o valor máximo da faixa de preço divulgada.

O negócio foi tão popular que os investidores se ofereceram para comprar mais de 600 vezes o número de ações que estavam sendo vendidas, de acordo com comunicados. As ações do estúdio dispararam até 60% durante a estreia da empresa na Bolsa, no dia 17.

Aproveitando o sucesso de “Baby Shark”, o vídeo mais assistido de todos os tempos no YouTube, a empresa está abrindo seu capital para expandir seus negócios além das telas infantis e provar que pode ser uma empresa de mídia completa, capaz de produzir o próximo grande sucesso.

A estreia também ocorre em um momento em que o entretenimento coreano ganha popularidade mundialmente, graças a bandas de K-pop como BlackPink e BTS.

“Aqueles que estão investindo na Pinkfong provavelmente estão apostando em ganhar na loteria”, disse Kim Dojoon, diretor de investimentos da Zian Investment Management.

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Ele traçou paralelos com a SAMG Entertainment Co., que mais que triplicou de tamanho este ano graças à popularidade de sua série animada “Catch! Teenieping”.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, a empresa por trás da “música onipresente” enfrenta dificuldades para lucrar com publicação devido às restrições de publicidade em conteúdo infantil e buscou levantar fundos para tentativa de expansão.

O portfólio da empresa inclui “Pinkfong” — seu mascote raposa —, Baby Shark, Bebefinn e Sealook. Muitos de seus personagens são patenteados, o que ajuda a empresa a reduzir sua dependência de Baby Shark para gerar receita.

A franquia Bebefinn já ultrapassou Baby Shark em termos de receita de conteúdo, segundo o CEO Kim Min-seok.

O modelo de negócios da empresa se concentra na criação de vídeos curtos e cativantes para o YouTube, plataformas de streaming, televisão e aplicativos móveis.

Assim que essas músicas ganham popularidade, a Pinkfong as monetiza por meio de publicidade, royalties de streaming, licenciamento e produtos licenciados — além de shows ao vivo, jogos e programação de maior duração.

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Em 2024, a empresa registrou receita de 97,4 bilhões de wons (cerca de R$ 354,3 milhões), alta de 11%, e lucro operacional de 18,8 bilhões de wons (aproximadamente R$ 68,4 milhões), quase quatro vezes superior ao do ano anterior.