B3: após alta de 50% em um ano, BBI eleva recomendação para operadora da Bolsa

Outro fator que aumentou o otimismo do BBI foi o potencial pagamento retroativo de juros sobre capital próprio (JCP)

Camille Bocanegra

Ativos mencionados na matéria

Centro de Operações da B3 (Foto: Divulgação)
Centro de Operações da B3 (Foto: Divulgação)

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A B3 (B3SA3) deve apresentar revisão no lucro do primeiro trimestre de 2026 e no ano cheio, considerando números fortes já apresentados no início do ano. A perspectiva fez com que o Bradesco BBI revisasse a recomendação para a operadora da bolsa brasileira, elevando para Outperform (performance acima da média, equivalente à compra), do anterior “Neutro”.

O papel apresenta alta de 51,59% no último ano, sendo 35% apenas no ano de 2026.

O preço-alvo foi elevado para R$ 21/ação para o fim de 2026, o que indica o potencial de alta de 17% em relação aos valores que o papel opera atualmente. O BBI vê a ação sendo negociada a 14,1 vezes o preço sobre lucro para fim de 2026 e 12,7 vezes o P/L em 2027. A métrica se apresenta 21% abaixo da média história e abaixo de 2021, comparando com outro momento de volumes de negociação diária (ADTV, na sigla em inglês) similares. 5 anos atrás, a relação era de 20 vezes o P/L.

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Outro fator que aumentou o otimismo do BBI foi o potencial pagamento retroativo de juros sobre capital próprio (JCP), em cerca de R$ 4 bilhões a serem pagos nos próximos anos. O acerto dos proventos deve reduzir a base de cálculo do imposto de renda.

O banco elevou as estimativas de lucro líquido em 17%, para R$ 6,4 bilhões em 2026. Para o próximo ano, a alta foi ainda mais otimista, para R$ 7,1 bilhões, com avanço de 21% ao anteriormente estimado pelo BBI. Os números também estão acima do consenso Bloomberg, em 15% e 17% respectivamente.

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