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B3 lucra R$ 336 mi, lucro da Cosan salta 53% e outros 9 balanços; disputa por ativo da Petrobras e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (13)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo segue bastante movimentado nesta segunda-feira, com destaque para a reta final da temporada de balanços. Enquanto o balanço da Petrobras será divulgado apenas após o fechamento do pregão, o mercado repercute os números de B3, Cosan, Cesp, entre outras companhias. Confira mais destaques:  

B3 (BVMF3)

 A B3 encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 336,3 milhões, uma queda de 23,6% sobre o mesmo período de 2016, mas acima da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam lucro de R$ 312 milhões.

O lucro recorrente, por sua vez, ficou em R$ 445,3 milhões, corrigido pelo benefício fiscal do ágio das combinações Bovespa e Cetip. A explicação para o recuo é o menor resultado financeiro no período por conta do menor caixa, visto que no mesmo intervalo do ano passado a reserva da bolsa estava inchada para honrar os compromissos aos acionistas da Cetip, por conta da fusão.

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Outra razão apontada para o menor lucro no trimestre é o maior endividamento no período, o que também é uma consequência da fusão. No fim de setembro, a dívida bruta da companhia era de R$ 5,739,6 bilhões, correspondendo a 2,2 vezes o Ebitda ajustado. A meta da companhia é reduzir essa alavancagem para 1 vez entre o fim de 2019 e início de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado da B3 somou R$ 667,8 milhões entre julho e setembro, aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior.

Segundo a companhia, a geração de caixa no período foi afetada, principalmente, por despesas não recorrentes com provisões que foram reconhecidas no terceiro trimestre, no valor de R$ 231,3 milhões, sobre uma disputa judicial que teve sua chance alterada de possível para provável.

A receita líquida fechou o período entre julho e setembro em R$ 1,06 bilhão, resultado 20% maior frente ao mesmo período do ano passado, superando também a projeção dos analistas, que era de R$ 992,4 milhões. Todas as áreas de negócios da empresa tiveram crescimento de receita na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

“Continuamos a trabalhar na integração da fusão da B3. Completamos a reestruturação de nossa área de produtos e clientes, buscando aprimorar o desenvolvimento de produtos e a experiência de nossos clientes. Com a conclusão da integração das clearings, pretendemos ter foco ainda maior em iniciativas de desenvolvimento de produtos e mercados, de forma a continuarmos a endereçar as demandas de nossos clientes”, destaca, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

No release de resultados, a companhia também informou a redução de seu Capex, que passou do intervalo entre R$ 250 milhões e R$ 280 milhões para um valor de R$ 230 milhões a R$ 250 milhões. “Essa queda é explicada pela revisão do pipeline de projetos da Companhia em 2017”, explicou a B3.

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Cosan (CSAN3)

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 499,7 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 53,4% sobre lucro de R$ 325,8 milhões de igual período de 2016. O período, entre julho e setembro deste ano, corresponde ao segundo trimestre da safra 2017/2018 de cana-de-açúcar, principal ramo de atividade da companhia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cosan somou R$ 1,434 bilhão no trimestre, contra R$ 1,420 bilhão no terceiro trimestre do ano passado, alta de 1%. O Ebitda ajustado proforma atingiu R$ 1,6 bilhão, alta de 27,9% na mesma base de comparação.

A receita líquida da Cosan foi de R$ 12,920 bilhões entre julho e setembro, alta de 10,2%. O capex atingiu R$ 453 milhões no trimestre, ante R$ 389,6 milhões no terceiro quarto de 2016, avanço de 16,5%. Já a dívida líquida caiu 12,6% entre os períodos, para R$ 9,789 bilhões. Com isso, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou em 30 de setembro em 2,1 vezes, ante 2,2 vezes em igual data do ano anterior.

A Raízen Combustíveis, joint venture da Cosan com a Shell, obteve Ebitda ajustado de R$ 893,8 milhões no terceiro trimestre, alta de 21,4% sobre os R$ 736,3 milhões de igual período de 2016. A receita líquida da divisão foi R$ 18,5 bilhões no terceiro trimestre do ano, aumento de 7% sobre o mesmo período do ano anterior, “reflexo do maior volume vendido, principalmente gasolina e diesel”, informou a companhia.

A venda total de combustível entre julho e setembro cresceu 4,2% sobre igual período de 2016, para 6,594 bilhões de litros. As vendas de combustíveis do Ciclo Otto – gasolina e etanol – avançaram 2% no trimestre, para 2,958 bilhões de litros, e a comercialização de diesel cresceu 8,4% ante o mesmo período de 2016, para 3,028 bilhões de litros.

A Cosan reafirmou seu guidance e prevê receita líquida proforma de R$ 45 bilhões a R$ 48 bilhões em 2017, contra R$ 47 bilhões em 2016. Já o Ebitda proforma foi revisto para entre R$ 4,9 bilhões e R$ 5,3 bilhões, ante R$ 4,75 bilhões a R$ 5,25 bilhões no guidance anterior e R$ 4,50 bilhões no Ebitda fechado ano passado.

Quanto à Raízen Energia o guidance foi mantido e a perspectiva é de moagem entre 59 milhões e 63 milhões de toneladas em 2017/2018, com produção de 4,3 milhões a 4,7 milhões de toneladas de açúcar e entre 2 bilhões e 2,3 bilhões de litros de etanol.

Segundo o Credit Suisse, a Cosan entregou um trimestre “bastante inspirador” com uma surpresa positiva em praticamente todas as linhas. O Ebitda ajustado fechou 14% acima do consenso e 7% acima das estimativas dos analistas do banco, enquanto as margens de distribuição subiram 6% na comparação trimestral. 

Cesp (CESP6)

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou prejuízo líquido de R$ 185,8 milhões no terceiro trimestre de 2017, ante um lucro de R$ 80,25 milhões anotado em igual intervalo do ano passado. No acumulado em nove meses, as perdas somam R$ 66,463 milhões, frente os ganhos de R$ 279,5 milhões reportados entre janeiro e setembro de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou negativo em R$ 131,74 milhões, contra R$ 189,37 milhões positivos no terceiro trimestre do exercício anterior. Em nove meses, o Ebitda acumula queda de 64,4%, para R$ 195,15 milhões.

A companhia também informou o Ebitda ajustado, que desconta provisões para riscos legais. Por esse critério, o número ficou negativo em R$ 65,46 milhões, ante os R$ 196 milhões positivos de um ano antes. No acumulado do ano, o indicador totaliza R$ 358,5 milhões, queda de 64,4%. A margem Ebitda ajustado caiu 70,4 pontos porcentuais no trimestre, para -18,1%. No ano, a margem é de 33,1%, queda de 23,3 pontos porcentuais.

A receita operacional líquida, por sua vez, caiu 3,2% entre julho e setembro, na comparação com os mesmos meses do ano passado, e ficou em R$ 362,5 milhões, somando R$ 1,082 bilhão no ano, baixa de 18,2%. O resultado financeiro da estatal de geração paulista, por sua vez, cresceu 788,6%, para R$ 7,84 milhões. Em nove meses, no entanto, a companhia registra queda de 92,5% em seus ganhos financeiros, para R$ 10,9 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco, como já esperado, com destaque para as altas provisões no período. Os analistas do banco apontam que a Cesp segue em modo “espere e veja” em meio ao seu processo de privatização e, com o risco assimétrico para ganhos dado o seu valuation barato, a recomendação para os ativos segue de compra com preço-alvo de R$ 20.

JHSF (JHSF3)

A JHSF registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 29,2 milhões no terceiro trimestre de 2017, 45% menor ante o prejuízo de R$ 53 milhões na base de comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 79,6 milhões, 1% superior aos R$ 79,0 milhões do mesmo período de 2016. O Ebitda foi de R$ 17,5 milhões, 56% menor na base de comparação anual. 

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul registrou lucro líquido de R$ 536,661 milhões no terceiro trimestre de 2017, 8,5% acima na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o resultado recorrente, que exclui as despesas do Plano de Aposentadoria Voluntária e os efeitos fiscais foi de R$ 587,9 milhões no período. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio totalizou 12,1%.

A carteira de crédito, no conceito ampliado, foi de R$ 31,026 bilhões em setembro. Os ativos totais somaram R$ 71,32 bilhões no terceiro trimestre, enquanto a taxa de inadimplência ficou em 4,30%. As despesas com provisões foram de R$ 2,70 bilhões. 

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar teve lucro líquido de R$ 687,1 milhões no terceiro trimestre, receita operacional de R$ 710,6 milhões e ativos totais de R$ 11,27 bilhões, informou a holding da Vale em comunicado ao mercado. 

Portobello (PTBL3)

A Portobello, empresa de revestimentos cerâmicos, registrou um lucro líquido de R$ 17,59 milhões no terceiro trimestre de 2017, revertendo assim o prejuízo líquido de R$ 921 milhões de um ano atrás. A geração de caixa, medida pelo Ebitda, somou R$ 44 milhões, alta de 13% na mesma base de comparação. 

A receita líquida subiu 1%, passando de R$ 273,3 milhões para R$ 275,6 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 1,7 ponto percentual, de 14,4% para 16,1%. 

Magnesita (MAGG3)

A Magnesita Refratários teve prejuízo líquido de US$ 7,2 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 37,5% frente os US$ 5,2 milhões registrados um ano antes. Em seu release de resultados, a Magnesita informa seus números apenas em dólar, já que desde 2008 possui uma parcela significativa de suas receitas, custos e despesas em moedas estrangeiras.

O Ebitda teve uma alta anual de 17,7%, a US$ 36,8 milhões, enquanto a margem Ebitda teve baixa de 13,1% para 12,7%. A receita líquida subiu 21,1%, para R$ 289,1 milhões. 

Forjas Taurus (FJTA3)

A Forjas Taurus, fabricante de armas leves e de capacetes para motociclistas, teve prejuízo líquido consolidado de R$ 18,5 milhões, queda de 66,7% na base de comparação com o terceiro trimestre do ano anterior. 

O Ebitda registrou valor negativo de R$ 24,9 milhões, alta de 21,5% na base de comparação anual, “voltando a ser impactado pela performance do mercado nos EUA e por novos provisionamentos para contingências cíveis e trabalhistas”, segundo a companhia.

No período, a receita líquida consolidada atingiu R$ 211,1 milhões, queda de 5,3% na comparação anual, mas alta de 16,3% frente o segundo trimestre de 2017.

“Este crescimento é originado principalmente no mercado doméstico, que apresentou expansão de 26,4%, atingindo R$ 51,3 milhões, sendo puxado principalmente pelo segmento de armas, que cresceu 60,0% no mercado doméstico no período. Nos EUA a demanda segue em patamares menores, como comentado no trimestre anterior, em função dos resultados das eleições presidenciais nos EUA e do processo de redução de estoques nos distribuidores, fazendo com que haja uma maior competitividade e uma intensificação do ambiente promocional naquele país. Assim, as vendas de armas nos EUA apresentaram crescimento de 8,8% no trimestre em relação ao segundo trimestre, principalmente pelo esforço de venda de itens em estoque, com o objetivo principal de fortalecimento do capital do giro e caixa”, destacou a Forjas Taurus em seu release de resultados. 

Wilson Sons (WSON33)

A Wilson Sons registrou um lucro líquido de US$ 26,1 milhões no terceiro trimestre de 2017, alta de 14,9% se comparado aos US$ 22,7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A receita líquida cresceu 3,1%, passando de US$ 125,5 milhões para US$ 129,4 milhões.

O Ebitda somou US$ 47,9 milhões e cresceu 3,6%, “com sólidos resultados no negócio de terminais de contêineres”, segundo a companhia. O destaque foi o recorde de produtividade do Tecon Rio Grande e Tecon Salvador, alcançando 140 e 90 movimentos por hora respectivamente, com novos equipamentos em Rio Grande ajudando a melhorar a média de movimentos por hora em 40%. Rio Grande movimentou o recorde de 216,3k TEUs no trimestre, informou a empresa em seu release de resultado.

De acordo com o BTG Pactual, os resultados apresentados foram sólidos, destacando o crescimento do fluxo do negócio de terminais. Apesar de destacar que a liquidez segue sendo uma questão para o papel, os analistas do banco seguem recomendando compra, com preço-alvo de R$ 47.

Viver (VIVR3)

A Viver Incorporadora, em recuperação judicial, passou de prejuízo de R$ 81,3 milhões no terceiro trimestre de 2016 para lucro líquido de R$ 17,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, com ganho refletindo  o abatimento do passivo tributário em meio à adesão ao Refis. Já a receita líquida foi para R$ 142 mil, ante um valor negativo de R$ 54,1 milhões do ano passado, refletindo o não lançamento de projetos e os distratos do período.

O prejuízo financeiro líquido caiu 59,5%, a R$ 14,25 milhões, com o congelamento dos saldos das dívidas em função do pedido de recuperação judicial.

Restoque (LLIS3)

O Conselho da Restoque aprovou a oferta primária de até 4,94 milhões de ações ordinárias, informou a companhia em comunicado ao mercado. A quantidade inicial de ações poderá ser acrescida em até 20% do total, ou até 987.600 ações ON, em lote suplementar. O preço por ação será fixado após procedimento de bookbuilding. A faixa indicativa de preço por ação está entre R$ 38,50 e R$ 42,50. 

Os recursos da oferta serão utilizados para fortalecimento e otimização da estrutura de capital, “reduzindo assim o seu nível de endividamento, através da melhoria da liquidez promovida pelo aumento de recursos em caixa”. Pelo cronograma,  o encerramento do bookbuilding e fixação do preço por ação será em 27 de novembro, com início das negociações das novas ações na B3, em 29 de novembro. A data de liquidação física e financeira das ações é 1 de dezembro, com o BTG Pactual sendo coordenador líder da oferta.  BofA Merrill Lynch, Bradesco BBI, Itaú BBA e Santander (Brasil) são os coordenadores. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Segundo a coluna de Lauro Jardim para o jornal O Globo, coordenada pelo Santander, aumentou o interesse pela compra da malha de gasodutos da Petrobras que liga Macaé (RJ) ao Nordeste. O fundo australiano Macquarie acena com US$ 5 bilhões para comprar o ativo, que já tem Itaúsa (ITSA4) e Brookfield interessadas.

A companhia ainda divulgou a elevação do preço da gasolina em 1,2% e o corte do diesel em 0,2% nas refinarias,  com valores válidos a partir de 14 de novembro. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Segundo o Valor Econômico, mesmo após vender o controle acionário da Eletrobras, a União manterá o direito de indicar o presidente do conselho de administração da companhia, que será composto por 11 integrantes. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que outra decisão relevante será a renovação por 30 anos do contrato de concessão da usina de Tucuruí, a maior em território nacional – Itaipu é binacional. A concessão da hidrelétrica expira em 2024 e a prorrogação garante mais receitas ao Tesouro.

Biotoscana (GBIO33)

A Biotoscana comprou o Laboratório argentino Dosa a um valor de US$ 29,9 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões), dos quais US$ 20,7 milhões foram pagos à vista, US$ 5 milhões foram depositados em uma conta vinculada e serão liberados em 2022, e US$ 4,2 milhões serão pagos ao longo de quatro anos, segundo comunicado da Biotoscana Investments.

“A transação continua a avançar na agenda estratégica do GBT e aumenta o escopo da companhia na promissora área de patologias pulmonares severas”. A Biotoscana fornecerá mais informações sobre a aquisição na teleconferência de divulgação dos resultados do terceiro trimestre, em 14 de novembro. 

Recomendações

A RD (RADL3) teve recomendação reduzida para ’neutra’ por Safra, com preço-alvo de R$ 90, enquanto a Alupar (ALUP11) teve a recomendação elevada para outperform (desempenho acima da média do mercado) pelo BB Investimentos, com preço-alvo de R$ 24,30 por unit. Já o Magazine Luiza (MGLU3), que estava restrita pelo Itaú BBA, passou a ter recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 59,00. 

Copasa (CSMG3)

O Conselho de Administração da Copasa aprovou dividendos extraordinários no valor de R$ 120 milhões. 

(Com Agência Estado)