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O volume financeiro médio diário negociado no segmento de ações da B3 (B3SA3) atingiu R$ 33,421 bilhões em setembro de 2026, alta de 45,7% em relação ao mesmo mês de 2025 e avanço de 10,4% na comparação com agosto.
Por volta das 10h24 (horário de Brasília), as ações da operadora da Bolsa brasileira caíam 3,47%, cotadas a R$ 21,97, seguindo a sessão de queda do Ibovespa.
Apesar da melhora mensal, o JPMorgan avaliou a prévia operacional como ligeiramente negativa. Segundo o banco, os números do terceiro trimestre ficaram abaixo das estimativas tanto no volume financeiro médio diário negociado no mercado de ações quanto no volume de contratos de derivativos listados.
A recuperação de setembro não foi suficiente para compensar o desempenho mais fraco de julho e agosto.
O banco ressalta, no entanto, que a prévia tem importância limitada diante da expectativa de um quarto trimestre muito forte e do interesse dos investidores nas perspectivas de crescimento da companhia em 2027.
O trimestre também pode ser beneficiado por um pagamento retroativo relacionado aos juros sobre capital próprio (JCP), que o banco não considera recorrente no médio e longo prazo.
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Apesar da avaliação operacional mais fraca, o JPMorgan vê espaço para novas altas das ações da B3, impulsionadas pelo momento positivo do mercado e pela possível volatilidade associada às eleições. Desde o início de outubro, os papéis acumulam alta de 23%, ante avanço de 10,5% do Ibovespa.
Com estimativas acima do consenso de mercado, o banco calcula que a B3 negocia a 16,2 vezes o lucro projetado para 2027. Em um cenário de continuidade da valorização, o múltiplo poderia superar 18 vezes, chegando a 20 vezes ou mais, dependendo do custo de capital próprio e do crescimento do lucro por ação.
O JPMorgan já projeta volume financeiro médio diário superior a R$ 45 bilhões em 2027, abaixo dos R$ 60 bilhões considerados na semana anterior, mas acima dos cerca de R$ 30 bilhões observados nas tendências do terceiro trimestre. A recomendação para a ação permanece neutra, refletindo a preferência relativa do banco por XP e BTG.
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De modo geral, a XP Investimentos avaliou os resultados como neutros, com a atividade sólida de ações na comparação anual, já esperada, e os indicadores resilientes de balcão parcialmente compensados por volumes mais fracos em FICC listado.
Com base nos dados operacionais divulgados, a XP espera que a B3 apresente uma receita aproximadamente 4% abaixo das nossas estimativas no 3T26.
Já o Goldman Sachs avalia que a B3 deve registrar forte recuperação nos volumes de ações e derivativos no quarto trimestre de 2026, impulsionada pela intensificação das negociações após o primeiro turno das eleições.
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A receita com derivativos também mostrou recuperação, com alta mensal de 22% em setembro, retornando aos níveis de junho. No acumulado do terceiro trimestre, porém, o desempenho ficou abaixo do esperado, pressionado pelo volume médio diário de contratos, que recuou 14% ante o trimestre anterior.
O mercado de balcão apresentou resultados melhores que as projeções. As emissões ficaram 13% acima das estimativas do Goldman no terceiro trimestre, enquanto os volumes sob custódia superaram o esperado em 7%. Na renda fixa, os registros ficaram em linha com as projeções, e os volumes sob custódia ficaram 4% acima do previsto.
Já a unidade de financiamento perdeu fôlego, com queda de 1% em setembro e resultado trimestral 3% abaixo das estimativas. No mês, foram financiados 671 mil veículos, de um total de 2,2 milhões vendidos.
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Para o Goldman Sachs, a retomada da atividade de negociação após o primeiro turno eleitoral pode favorecer os volumes da bolsa no fim do ano.

