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SÃO PAULO – Após forte queda na véspera, seguindo o “pânico” mundial causado pela possibilidade de um confronto militar na Síria, o Ibovespa tenta respirar nesta sessão, marcada por forte volatilidade desde o início do pregão. Às 13h10 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,57%, a 50.377 pontos, após cair 0,65% na mínima do intraday.
Chama atenção nesta sessão novamente as ações do Grupo EBX, que oscilam entre ganhos e perdas. Os papéis da LLX Logística (LLXL3) sobem 2,44%, a R$ 1,68, refletindo o anúncio nesta manhã de que Eike Batista deixará a presidência do conselho de administração da empresa, sendo substituído por Roberto D’Araújo Senna. Seu braço-direito, o tunisiano Aziz Ben Ammar, também deixou o conselho.
Por sua vez, as ações da OGX Petróleo (OGXPE3) caem 4,35%, sendo cotadas a R$ 0,66. Na véspera, os papéis da empresa recuaram 14,81%, após a empresa comunicar que desistiu da aquisição de nove blocos que arrematou no 11° rodada de licitações promovida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) em maio. Além, as preocupações em relação à efetivação do acordo de compra de Tubarão Martelo pela Petronas seguem no radar.
Ainda sobre a empresa, o Bank of America Merrill Lynch renovou suas preocupações com o desempenho das ações da OGX em recente relatório. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner destacaram fortes pressões de curto prazo para a empresa, reiterando preço-alvo de R$ 0,10 – potencial de desvalorização de mais de 85%.
Fora do índice, a OSX Brasil (OSBX3) caem 16,16%, sendo cotadas a R$ 0,83, após atingir queda de 19,19%, a R$ 0,80, no patamar mínimo do dia. Na véspera, Eike anunciou que vai vender US$ 50 milhões em ações da companhia como forma de se adequar às regras do novo mercado – garantindo a reversão de todos os recursos para a empresa.
Enquanto isso, a MPX Energia (MPXE3), que passou a ser controlada pela alemã E.ON, registra queda de 2,92%. Após o fechamento do pregão da véspera, a Aneel anunciou que isentou a companhia da obrigação de seus CCEARs (Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado) em relação a usina termelétrica Porto do Pecém II. Os papéis da companhia subiram 8,92% para R$ 5,13 na última sessão, registrando alta de 10% em apenas meia hora.
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Usiminas e CSN sobem com reajuste de preços a montadoras
As ações do setor de siderurgia ganham força nesta sessão, com: Usiminas (USIM3, +3,37%, R$ 10,13; USIM5, +2,96%, R$ 10,44) e CSN (CSNA3, +2,22%, R$ 8,76), enquanto os papéis da Gerdau (GGBR4, +1,12%, R$ 17,20) mostram um movimento um pouco mais ameno.
Segundo relatório do Goldman Sachs, as siderúrgicas brasileiras provavelmente vão implementar um aumento nos preços de aços planos vendidos a montadoras de veículos que pode chegar a 5% até o final do ano. A elevação nos preços realizadas entre março e abril, que variou entre 6% e 8% dependendo do produto, e o incremento de 5% e 6% em agosto ainda não foram totalmente repassados às montadoras. “Nossas checagens indicam que o atual preço do aço pago pelas montadoras está 10% abaixo do pago por outros clientes das siderúrgicas”, escreveu o analista Marcelo Aguiar.
A companhia mais beneficiada por reajustes, segundo analistas, seria a Usiminas, maior fornecedora de aço ao setor automotivo do País, que deve 35% das receitas às vendas para montadoras. A CSN também se beneficiaria de preços maiores às fabricantes de veículos, disse Aguiar.
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B2W e imobiliárias lideram ganhos
Já os papéis da B2W (BTOW3, +5,04%, R$ 13,13) e as imobiliárias – MRV Engenharia (MRVE3, +4,71%, R$ 8,22) e Brookfield (BISA3, +4,71%, R$ 1,78) lideram os ganhos do Ibovespa, após cair por dois pregões consecutivos, acumulando no período perdas de 7,8%, 8,2% e 8,35%, respectivamente.
Do outro lado, figuram os papéis da Cielo (CIEL3), Embraer (EMBR3) e Telefônica Brasil (VIVT4), que caem 2,19%, 1,71% e 1,19%, nesta ordem, a R$ 57,07, R$ 18,98 e R$ 45,79.
Gradiente despenca quase 10%
Entre as small caps, chama atenção os papéis da IGB Eletronica (IGBR3), dona da Gradiente, que despencam 9,09%, sendo cotados a R$ 6,60 – próximo ao patamar mínimo do dia, a R$ 10,47, queda de 6,50%.
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A empresa informou na noite da véspera que suspendeu por 60 dias a abertura de capital da Hag, holding de acionistas da Gradiente. Há um ano, a companhia apresentou formalmente o pedido através de formulário de abertura junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e tem, semelhante a muitas companhias do mercado sucessivos pedidos de informações e correções no formulário original.
“Para conduzirmos o processo corretamente e evitarmos um possível indeferimento, decidimos requerer a suspensão por 60 dias úteis, permitidos pela própria CVM, com a firme intenção de elaborar toda a documentação e representar o projeto em prazo inferior ao socilitado”, disse a empresa.
HRT renova mínima histórica, mas recupera
Também do lado negativo, as ações da HRT Petróleo (HRTP3) renovaram nesta sessão sua mínima histórica, fazendo um novo fundo a R$ 1,33, representando uma queda diária de 8,28%. Em seguida, entretanto, os papéis conseguiram se recuperar e registram leve valorização de 0,69%, a R$ 1,46.
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A empresa enfrenta incertezas quanto a sua capacidade de produção após duas campanhas fracassadas na Namíbia. Com isso, os papéis acumulam desvalorizações de 69,13% no ano. A expectativa dos investidores agora é com sua terceira exploração por lá, que teve início dia 6 de agosto. Em nota enviada pela empresa sobre os resultados do segundo trimestre em 14 de agosto, Milton Franke, presidente da HRT, ressaltou entusiasmo com o prospecto de Mooehead, acreditando que tem potencial para ser a primeira grande descoberta de óleo da empresa na Namíbia.