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SÃO PAULO – Acentuando as perdas durante a tarde, o Ibovespa voltou a fechar em queda nesta quinta-feira (5). Entre os destaques, um agitado noticiário corporativo ajudou o Pão de Açúcar (PCAR4) a ficar entre as maiores altas, enquanto o “efeito dólar” e rumores de pesquisa eleitoral pesaram para exportadores e a Petrobras (PETR3; PETR4). Enquanto 4 ações subiram mais de 2%, 3 papéis fecharam com perdas de mais de 2%.
Entre os destaques positivos, os papéis do Pão de Açúcar (PCAR4) subiram 2,64%, a R$ 103,77, depois de anunciar juntamente com o Casino e Via Varejo (VVAR11, R$ 25,54, +1,96%) a criação de uma nova companhia de e-commerce chamada Cnova. De acordo com comunicado, 53,5% da empresa será do Pão de Açúcar e Via Varejo, enquanto os outros 46,5% serão do Grupo Casino. O grupo francês já entrou com pedido para a realização de um IPO (Oferta Pública Inicial) de ações no mercado norte-americano.
Liderando as perdas do dia, as ações da Sabesp (SBSP3) registraram queda de 3,45%, a R$ 21,52. O volume do Sistema Cantareira com reserva técnica caiu hoje de 24,5% para 24,4%. Na última terça-feira, a empresa anunciou que a primeira parte do volume morto do Sistema Cantareira pode acabar no dia 27 de outubro. Segundo a empresa, a hipótese vale para o cenário em que a entrada de água no sistema seja igual ou menor a 50% das mínimas históricas já registradas.
TIM (TIMP3; R$ 12,99, +2,44%)
A TIM ficou entre as maiores altas do dia refletindo a decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que ontem negou recurso da Telefónica, que buscava garantir o aumento da fatia acionária da Telco, holding que controla indiretamente a subsidiária da operadora italiana no Brasil.
A decisão pode resultar na venda da TIM no Brasil ou na saída da Telefónica do grupo que controla a operadora de celular no País. Isso porque em setembro do ano passado a Telefônica fechou um acordo para aumentar sua fatia na Telco, a controladora da Telecom Itália, que, por sua vez, é dona da TIM no Brasil. Se ocorrer, a dona da Vivo passará a dar as cartas também na TIM, justamente o que o Cade tenta barrar.
MRV (MRVE3, R$ 7,45, +2,19%)
Outra empresa que subiu forte foi a MRV Engenharia, que fechou em alta em meio à expectativa de que o governo anuncie na próxima semana a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida”. A construtora é uma das principais beneficiadas na Bolsa com o programa. No primeiro trimestre deste ano, 71% dos lançamentos se enquadraram no programa do governo.
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Segundo a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta tarde, a meta inicial do “Minha Casa, Minha Vida” 3 é de 3 milhões de moradias. “Nós ainda não fizemos 1 milhão de moradias ano, fizemos em um ano quase 960 mil, se não me engano. Então, é possível se chegar a esse número, mas nós não colocamos como meta”, disse a presidente durante discurso em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
JB Duarte (JBDU4, R$ 0,30, +100%)
Uma ação de baixo volume na Bolsa “renasceu” no pregão desta quinta-feira. A J B Duarte, que atua desde 90 em projetos em áreas como a de loteamente imobiliário e de reflorestamento, disparou hoje depois de informar ao mercado que a Golden Eagle, empresa de investimentos americana, quer assumir participação acionária minoritária em sua base. Além da alta, chamou atenção o volume financeiro dos papéis, que atingiram R$ 298,8 mil – bem superior a média diária dos últimos 21 pregões de R$ 48,4 mil.
Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Golden manifestou interesse em comprar uma participação minoritária na empresa, mediante o aporte de investimentos de até US$ 5,268 milhões. A decisão foi tomada após a empresa de investimentos, com sede em Miami, concluir análise das informações da J B Duarte disponibilizadas em março no âmbito do Termo de Confidenciabilidade.
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Senior Solutions (SNSL3, R$ 7,69, +2,40%)
As ações da Senior Solutions subiram após o Banco Fator Corretora divulgar relatório elevando a recomendação da ação para overweight (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 10,90. Segundo os analistas, as ações estão atualmente excessivamente descontadas em um cenário projetado de menor risco para a empresa, mesmo que ainda seja difícil prever as receitas não-recorrentes da companhia e que sua taxa de crescimento orgânico não seja tão forte quanto a de outras empresas de software.
B2W (BTOW3, R$ 34,25, +8,59%)
Os papéis da B2W (BTOW3) voltam a subir forte nesta sessão. Depois da arrancada de mais de 20% nos últimos 30 dias, as ações registram alta de 6,79% neste pregão, a R$ 33,68. Os acionistas da empresa aprovaram nesta manhã aumento de capital de R$ 2,38 bilhões, operação que já tinha sido aprovada pelo conselho de administração da empresa de comércio eletrônico no fim de janeiro.
A decisão era amplamente esperada pois as ações apresentaram forte alta nos últimos dias, sendo um dos responsáveis o MSCI que anunciou que a entrada da companhia no índice amanhã. A inclusão foi justamente por conta do aumento de capital.
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Em janeiro deste ano, o conselho de administração da varejista online aprovou o aumento de capital privado da companhia. A estimativa é que o aumento de capital alcance R$ 2,38 bilhões, mediante emissão privada de 95,2 milhões de ações, ao preço de R$ 25 por papel. De acordo com a B2W, a Lojas Americanas, controladora da companhia, comprometeu-se a subscrever no mínimo 1,02 bilhão de reais em ações no aumento de capital, enquanto a Tiger Global comprometeu-se a subscrever entre 459,2 milhões e 1,2 bilhão de reais.
Eletropaulo (ELPL4, R$ 8,86, -0,34%)
As ações da Eletropaulo fecharam em queda após subirem 2,25%. A empresa conseguiu aprovar ontem um refinanciamento de R$ 300 milhões com a Fundação Cesp, que venceria entre abril deste ano e março de 2016, sendo reescalonados para o período de 2016 a 2018. Olhando para a geração de caixa, o Credit Suisse disse que a notícia é positiva, mas vale lembrar que a empresa ainda precisa amortizar R$ 580 milhões dos reajustes tarifários nos próximos 18 meses e que a disputa dos cabos com a Aneel ainda não chegou ao fim.
Multiplus (MPLU3, R$ 34,00, -0,15%) e Smiles (SMLE3, R$ 41,99, +1,25%)
As ações da Multiplus fecharam em queda depois do Credit Suisse ter cortado a recomendação de outperform (desempenho acima da média) para market perform (desempenho em linha com a média), assim como revisou para baixo o preço-alvo de R$ 37 para R$ 35. Por outro lado, o banco reiterou Smiles em outperform e elevou o preço-alvo de R$ 39 para R$ 46.
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Segundo os analistas do Credit, a Smiles tem reportado bons resultados, enquanto a Multiplus vem perdendo participação no mercado para a concorrente. As estimativas de ganho para a Smiles também foram elevadas para os próximos 3 anos em 22%.