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SÃO PAULO – O tema “fiscal cliff” norte-americano foi novamente central no mercado e contribuiu para a forte oscilação do Ibovespa durante todo o pregão desta quarta-feira (28). Apesar da sessão instável, o índice conseguiu sustentar alta de 0,52%, aos 56.539 pontos, após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltar a fazer um pronunciamento sobre o abismo fiscal, ressaltando a necessidade de um acordo em breve.
As ações da B2W (BTOW3) lideraram os ganhos do índice pela segunda sessão consecutiva e fecharam com alta de 11,79%, aos R$ 15,65, ainda repercutindo o relatório publicado pelo Bank of America Merrill Lynch, no qual ele elevou a recomendação das ações da B2W para compra. A decisão veio apenas 10 dias após o mesmo banco elevar a sugestão dada a BTOW3 de venda para neutra.
Os papéis da varejista acumulam ganhos de mais de 200% de junho pra cá, diante da melhora da percepção do mercado de que a companhia finalmente começará a apresentar resultados melhores nos próximos trimestres.
Recuperação das elétricas
As ações do setor elétrico voltaram aos destaques de maiores altas da bolsa, depois que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) indicou menos rigidez para renovação antecipada dos contratos, informando que está revisando as indenizações de algumas empresas e admitindo dar mais prazos para assinaturas dos contratos da Cemig (CMIG4).
O diretor-geral da agência, Nelson Hubner, afirmou que o valor da indenização para a hidrelétrica Três Irmãos, da estatal paulista de geração de energia Cesp (CESP6), por exemplo será revisado.
Em reflexo, os papéis CMIG4 e CESP6 fecharam em alta de 2,69% e 2,94%, respectivamente, aos R$ 24,80 e R$ 17,50.
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Energia em alta: recomendações positivas para o setor
Ainda sobre as elétricas, repercute também um relatório divulgado pelo HSBC, no qual ele revisa diversas recomendações para o setor elétrico. O analista Eduardo Gomide optou por elevar as recomendações para as ações da Cesp, Copel (CPLE6, +2,78%, R$ 27,69), Tractebel (TBLE4, +1,30%, R$ 34,24) e AES Tietê (GETI4, +1,58%, R$ 21,84), passando de neutro para overweight (acima da média do mercado).
Por outro lado, Gomide cortou a recomendação dada às ações de Eletrobras (ELET3, +0,29%, R$ 6,82; ELET6, +1,81%, R$ 8,44) e Light (LIGT3, +1,74%, R$ 22,77).
A sessão foi positiva para as elétricas e todas as ações do setor fecharam o pregão no campo positivo, o que levou o IEE, índice que acompanha os papéis do setor, para ganhos de 1,56%.
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Volatilidade do mercado leva para baixo ações do Grupo “X”
Do outro lado, as ações do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, tiveram um dia de perdas na bolsa. “A instabilidade do levou para baixo os ativos das empresas, que ainda sofrem muito com especulações”, disse o analista.
Entre as maiores quedas do índice, figuram as ações da LLX (LLXL3) e MMX (MMXM3), com desvalorizações de 4,92% e 3,16%, sendo cotadas a R$ 1,74 e R$ 3,47, respectivamente.
Segundo Pereira, a movimentação dos ativos da LLX pode ser explicada também pelo fechamento de um gap de 2009, o que deve ter pressionado os papéis. Especula-se também que a chinesa Wuhan Iron & Steel cancelou seus planos de construir a siderúrgica no Brasil após negociações para um investimento em infraestrutura terem fracassado. Contudo, as duas empresas negam o assunto.
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No caso da MMX, os papéis devem estar segundo a tendência do mercado de commodities, lembrando que as ações da Vale (VALE3; -1,67%, R$ 35,87; VALE5; -1,43%, R$ 35,22) também fecharam no negativo.
Dasa sobe forte após dois dias no campo negativo
Entre as maiores altas, as ações da Diagnósticos da América (DASA3) figuraram na terceira maior valorização do Ibovespa, após dois dias no campo negativo. Os papéis terminaram o pregão com ganhos 4,41%, sendo cotados a R$ 12,79.
“O ativo da companhia vem mostrando uma recuperação, depois de dias no campo negativo na bolsa”, disse o analista Luis Gustavo Pereira, da Futura Investimentos. No mês de novembro, as ações caem 5,26%.