B2W e sazonalidade devem atrapalhar balanço trimestral da Lojas Americanas

Para analistas, vendas fracas da B2W e Páscoa em abril devem impedir crescimento mais robusto dos números

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SÃO PAULO – Apesar do bom momento do consumo brasileiro, as expectativas para os resultados da Lojas Americanas (LAME4), esperados para esta noite, não são das mais positivas. Para a maioria dos analistas, a sazonalidade desfavorável e a pressão dos números da B2W (BTOW3) devem trazer um resultado neutro para a companhia.

“O balanço da Lojas Americanas no trimestre será parcialmente atrapalhado pelos números da B2W”, escreve David Belaunde, do Barclays. A posição também é apoiada por Ricardo Voiati e Vitor Pini, da Bradesco Corretora. “A B2W deve pressionar a margem consolidada no período”, afirmam.

Da mesma forma, a analista Juliana Campos, da Ativa, aponta as vendas “ainda fracas” da B2W como um dos destaques negativos para a Americanas.

Cabe dizer que a expectativa para os números da B2W é baseada, especialmente, na redução de cerca de 14% desde setembro de 2009 do ticket médio dos produtos. A pesada competição no setor de comércio eletrônico também preocupa.

Páscoa
Entretanto, esse não deve ser o único fator a pesar nos números da Lojas Americanas. A sazonalidade da Páscoa – que no ano passado foi contabilizada no segundo trimestre, e nesse ano ficou concentrada em março – trará uma desvantagem na comparação anual.

“Este deverá ser um trimestre de menor crescimento para Lojas Americanas em função do descasamento do evento Páscoa”, lembra Juliana. Segundo a analista da Ativa, a Páscoa deve ter efeitos ainda na margem bruta e nas despesas operacionais, impulsionando ambos. Apesar dos fatores desfavoráveis, Juliana espera manutenção da resiliência nas vendas e margens robustas, “conforme vimos nos últimos trimestres”.

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Base de comparação também em pauta
Além da B2W e da Páscoa, a analista da Ativa também frisa que, apesar das expectativas de fortes desempenhos operacionais serem respaldadas pelo vigor do consumo doméstico, há outra questão que pode pesar na avaliação dos resultados trimestrais: a base comparativa.

Segundo Juliana, o segundo trimestre de 2009 é uma base comparativa “materialmente mais difícil do que no 1T09”. “Isso pode ser bem observado a partir dos números de vendas no varejo divulgados pelo IBGE”, explica a analista, indicando que os dados de maio já mostram um avanço menor frente a 2009, se comparados aos números dos meses anteriores.

Projeções
Com relação às vendas, a Bradesco Corretora projeta uma queda de 1% nas vendas no conceito mesmas lojas – o que levaria a companhia a fechar a primeira metade do ano com um crescimento de 8,6% nesse quesito em relação ao ano anterior.

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Juliana, por sua vez, projeta uma expansão de vendas líquidas mesmas lojas de 12% para o 1S10, “o que significa uma manutenção do ritmo de crescimento observado nos 4M10”. “Como resultado de uma menor despesa financeira líquida e maior resultado de equivalência, acreditamos em lucro líquido quase três vezes maior, em R$ 15,3 milhões”, explica a analista, referindo-se aos números da controladora (LASA).

Já o Barclays espera que as vendas da controladora no conceito mesmas lojas avancem 5% no trimestre, chegando a R$ 1,4 bilhão. “Esperamos que o crescimento ganhe ritmo ainda este ano, conforme o acelerado plano de expansão tome corpo”, afirma Belaunde.

Confira abaixo as projeções dos números consolidados da Lojas Americanas: 

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(em R$ milhões)    2T10E       2T09      Variação  
Receita líquida 2.237 2.032 +10%
Ebitda 222 207 +7%
Lucro líquido 8 4,2 +90%

* Média das projeções da Bradesco Corretora e Barclays
** Geração operacional de caixa