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A Azzas 2154 (AZZA3) informou que irá propor, em Assembleia Extraordinária marcada para 9 de dezembro, um aumento do limite de capital autorizado para R$ 5 bilhões, ante os atuais R$ 3 bilhões. Atualmente, o capital social da varejista é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Às 12h22 (horário de Brasília) desta terça-feira (18), as ações subiam 3,48%, a R$ 30,05.
Segundo estimativas do JPMorgan, a dona da Arezzo teria, em tese, cerca de R$ 2,6 bilhões a R$ 2,7 bilhões de capacidade adicional para novas emissões, o equivalente a aproximadamente 45% do valor de mercado da companhia aos preços atuais.

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A proposta busca dar à administração maior flexibilidade financeira e espaço para eventuais necessidades futuras de capital. Ainda assim, o movimento não era esperado, e o JPMorgan avalia que o mercado pode interpretar que a Azzas estaria abrindo caminho para novas operações de fusões e aquisições (M&A) ou acordos de licenciamento, especialmente considerando que as tendências orgânicas têm sido fracas, com exceção da marca Farm.
Viva do lucro de grandes empresas
Os analistas também ponderam que investidores mais céticos podem ver no gesto um sinal de que, diante dos riscos de execução ligados ao processo de integração e reorganização da companhia, a empresa possa eventualmente precisar de reforço de capital.
Por outro lado, o JPMorgan destaca que a Azzas mantém um balanço saudável, com alavancagem de cerca de 1,5 vez dívida líquida ajustada/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), o que torna improvável um cenário de necessidade urgente de capitalização.
No geral, o JPMorgan acredita que a proposta pode gerar ruído para a ação. Com o papel negociado a 5,1 vezes o lucro estimado para 2026, o banco mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 36.
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