Azzas (AZZA3): 4º tri mostra que reestruturação ainda está em curso; ações caem

Crescimento moderado na receita agradou os investidores; analistas vêm tendências de rentabilidade

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Divulgação)
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A Azzas (AZZA3) divulgou na quarta-feira (11) o balanço do quarto trimestre de 2025, com resultados em linha com as expectativas do mercado. Os resultados pareciam ter agradado os investidores e, em meio à toda tensão e pessimismo na bolsa, a companhia abriu o dia com alta.

Pela manhã, logo após a abertura dos mercados, a ação teve alta acima de 1%, enquanto o restante da bolsa recuava. Contudo, os papéis passaram a ter baixa e fecharam com queda de 1,58%, a R$ 27,49.

De acordo com a XP Investimentos, os resultados da Azzas foram melhores, do ponto de vista operacional, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado um estável, graças ao controle de despesas. A receita, por outro lado, ficou pressionada e terminou o período em linha com a expectativa do mercado. Segundo os analistas da casa, a dinâmica de receita já era esperada.

A estratégia recente da companhia tem dado foco aos ajustes para melhorar a rentabilidade, buscando o equilíbrio em sell-in/sell-out, também. A otimização de marketing e as despesas de integração ajudaram a sustentar um Ebitda ajustado praticamente estável (15,4%).

Por outro lado, a Azzas tem trabalhado para a reestruturação da Hering, em meio aos esforços de melhorar a rentabilidade. O segmento acabou o período como destaque negativo da companhia. Com base nos cálculos do Bradesco BBI, a rentabilidade permaneceu abaixo do potencial máximo, com a Hering reduzindo a margem bruta em -40 pontos-base em relação ao ano anterior.

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Desempenho por segmento

O desempenho da Basic/Hering também pressionou os resultados em vendas brutas. O crescimento foi de cerca de 1,0% em relação ao ano anterior, com as unidades de negócios Basic/Hering entregando -13% em relação a 2024 e Calçados e Bolsas, -3,0%. Segundo o banco, o desempenho fraco também refletiu os ajustes na rede de franquias.

As unidades de negócios Moda Feminina e Moda Masculina, por sua vez, tiveram acréscimos. Enquanto Moda Masculina cresceu 4% ao ano, a categoria Moda Feminina se destacou com o melhor desempenho, com alta de 12% na comparação ao ano.

Para o BBI, a visibilidade dos resultados de curto prazo devem seguir limitados, enquanto as incertezas com as operações, em especial da Hering e da categoria Shoes & Bags, não estiverem totalmente recuperadas.