Aéreas

Azul registra prejuízo de R$ 2,9 bilhões no 2º trimestre com impacto da pandemia e do câmbio

O setor aéreo é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, que levou a medidas de distanciamento social e fechamento de fronteiras

Avião da Azul com as cores da bandeira brasileira. Turbina possui as estrelas
(Divulgação/Azul)

A companhia aérea Azul (AZUL4) registrou um prejuízo de R$ 2,93 bilhões no segundo trimestre do ano, ante um lucro de R$ 351,6 milhões em igual período do ano passado, em resultado fortemente afetado pelas medidas de isolamento social, além de efeito cambial. Em termos ajustados, o prejuízo foi de R$ 1,488 bilhão, ante lucro ajustado de R$ 110,1 milhões no mesmo período do ano passado.

“O segundo trimestre de 2020 foi, sem dúvida, o mais desafiador da história da aviação”, afirmou o presidente da companhia aérea, John Rodgerson, no material de divulgação do balanço nesta quinta-feira.

A receita líquida foi de R$ 401,6 milhões, um tombo de 84,7% no comparativo anual e o Ebitda ficou negativo em R$ 324,3 milhões, ante resultado positivo de R$ 733,2 milhões entre abril e junho de 2019. Com isso, em um ano, a margem Ebitda passou de positiva em 28% para negativa em 80,8%.

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Às 15h, Rodgerson e e Alex Malfitani, CFO da Azul, comentam os resultados da companhia numa live no InfoMoney. Para participar – e fazer suas perguntas aos executivos -, basta se cadastrar.

O setor aéreo é um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, que levou a medidas de distanciamento social e fechamento de fronteiras, reduzindo assim a demanda por viagens.

O número de passageiro pagantes foi de 859 mil no segundo trimestre, ante 6,551 milhões em igual período do ano passado, o que equivale a uma queda de 86,9%. Já a oferta de assentos, medida pela sigla ASK, ficou em 1,395 bilhão, queda de 82,9%.

A empresa chegou ao final do segundo trimestre com uma liquidez (caixa, contas a receber e aplicações financeiras) de R$ 3 bilhões, recuo de 286% no comparativo anual. Já a dívida bruta chegou a R$ 18,859 bilhões, uma queda de 5,8% na comparação com o primeiro trimestre, mas alta de 55,8% no comparativo anual.

A empresa vem tomando medidas para reduzir as despesas com arrendamento e também postergou o recebimento de novas aeronaves. Na quarta-feira, a empresa anunciou que conseguiu negociar com 98% dos arrendadores e com isso reduzir esse passivo em R$ 3,4bilhões entre o final de março e dezembro.

Para o segundo semestre, a empresa espera recuperar a oferta (ASK) para aproximadamente 60% do nível pré-crise causada pela Covid-19, além de pagamento com arrendamento no valor de aproximadamente R$ 470,8 milhões, uma redução de 65% em relação ao plano anterior.

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A queima de caixa esperada é de R$ 3 milhões ao dia.

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