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A Axia (AXIA3) divulgará seu balanço nesta quinta-feira (26), após o fechamento do mercado. Para analistas, a expectativa é que a elétrica seja o destaque do setor.
O panorama que o Itaú BBA faz é que há diversos aspectos no setor que tornam a companhia melhor posicionada, como aumento de preços do megawatt hora.
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Como explicam analistas, a consultoria Dcide reportou alta de R$ 236/MWh em outubro para R$ 292/MWh em dezembro em 2026. Adicionalmente, os preços para os anos seguintes também apresentaram altas relevantes. Para 2027, 2028 e 2029, os preços subiram mais de 30% no trimestre, alcançando, respectivamente, R$ 272/MWh, R$ 253/MWh e R$ 226/MWh.
A companhia também deve apresentar resultado operacional recorrente em caixa de R$ 5,8 bilhões. O valor representa crescimento de 18% na comparação anual, sustentado pela combinação de maior receita regulada em transmissão, melhora de margens em geração e redução estrutural de custos, de acordo com o BBA. O banco reiterou a recomendação de compra para o nome, com preço-alvo de R$ 50,30 ao fim de 2026.
Por outro lado, a XP comenta que uma modulação positiva para as usinas hidrelétricas e uma gestão eficiente de portfólio podem gerar surpresas favoráveis para as companhias com maior exposição à geração hídrica. A Axia (AXIA3) se destaca como a empresa de geração de energia que pode surpreender positivamente no trimestre.
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Análise técnica para Axia
A Axia Energia (AXIA3) segue como um dos destaques de força compradora na Bolsa, mantendo tendência de alta e renovando máximas históricas. Na sessão da terça-feira, o papel avançou 1,40%, encerrando a R$ 61,38, após tocar R$ 61,83, com negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima e funcionando como suportes dinâmicos.
O movimento é acompanhado por um IFR (14) em 70,03 no curto prazo e 90,38 no semanal, patamares de sobrecompra que confirmam o forte momentum, mas também indicam um cenário mais esticado e sujeito a realizações pontuais. Após subir mais de 100% em 2025 e acumular 21,28% em 2026, o ativo mantém estrutura técnica amplamente positiva, com clara predominância do fluxo comprador.
Curto prazo
No curto prazo, observo que a continuidade da tendência depende do rompimento consistente da região de R$ 61,83, o que tende a destravar novas projeções em R$ 63,10, R$ 64,25, R$ 65,65 e R$ 68,00. A sequência de topos e fundos ascendentes, aliada à negociação acima das médias de 9 e 21 períodos, mantém o viés altista, mesmo com o IFR (14) em 70,03 já em sobrecompra e sinalizando um movimento mais esticado no curtíssimo prazo.
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Para que o papel entre em um fluxo corretivo mais evidente, será necessária a perda dos suportes em R$ 60,00 e R$ 57,50, o que pode abrir espaço para ajustes mais amplos em direção a R$ 52,75 e R$ 49,20. Enquanto essas regiões forem preservadas, eventuais recuos tendem a ser interpretados como pullbacks dentro de uma tendência principal de alta, que permanece sem sinais técnicos de reversão.
Médio prazo
No gráfico semanal, a tendência de alta segue ainda mais robusta, sustentada por uma sequência consistente de topos e fundos ascendentes e pela negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação positiva. O rompimento da máxima em R$ 61,83 tende a dar continuidade ao movimento, abrindo espaço para projeções em R$ 63,35, R$ 66,45 e R$ 70,00, com alvos mais longos em R$ 76,35 e R$ 80,00.
Apesar da estrutura extremamente positiva, o IFR (14) em 90,38 e o afastamento das médias aumentam a probabilidade de correções técnicas no curto/médio prazo. Um enfraquecimento mais relevante do momentum só ganharia força com a perda da faixa de suporte em R$ 53,72 e R$ 47,43, o que poderia levar o ativo a R$ 36,35 e R$ 32,81. Até que isso ocorra, o cenário segue amplamente altista, com o mercado tratando eventuais recuos como movimentos de ajuste dentro da tendência principal.
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