Aversão ao risco prevalece durante a manhã, levando dólar a mais uma alta

Expectativas negativas em torno do Existing Home Sales elevam cautela; risco de double-dip na Europa também preocupa

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SÃO PAULO – Acompanhando o clima de aversão ao risco no mercado global, o dólar comercial opera em alta de 0,45% frente ao real nesta terça-feira (24), cotado a R$ 1,777. O movimento segue a apreciação da moeda diante das principais divisas internacionais, como euro e libra esterlina, à exceção do iene.

Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,08% neste mês de agosto e uma valorização de 1,94% desde o início do ano. A percepção de que a recuperação global é mais fraca do que parece eleva a atratividade do dólar como reserva de valor, pressionando o desempenho de ativos mais arriscados, incluindo ações e moedas como o real.

A cautela é reforçada nesta manhã pelas expectativas negativas em torno do Existing Home Sales, a ser divulgado às 11h (horário de Brasília) nos Estados Unidos. O consenso é de que o indicador mostre queda na venda de imóveis usados no país em julho, trazendo mais um sinal de fraqueza da economia.

Preocupações também na Europa
Apesar de ser a principal referência da sessão, a agenda norte-americana cede parte do foco para o noticiário europeu. O ganhador do prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz, adicionou pessimismo no mercado ao afirmar a possibilidade de uma nova recessão na Europa em entrevista à rádio irlandesa RTE. Para ele, os cortes nos gastos orçamentários dos governos – especialmente Reino Unido e Alemanha – podem prejudicar a recuperação.

O temor de double-dip (recuperação em W) foi ampliado a partir da declaração de Martim Weale, membro do BoE (Bank of England), ao jornal Times. Segundo ele, o Reino Unido enfrenta o risco de double-dip, de forma que as projeções de crescimento feitas pelo banco central parecem otimistas demais.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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