Avanço da indústria de fundos acompanha tendências do mercado

Patrimônio líquido total dos fundos do país cresceu 27,43% nos últimos 12 meses; número de cotistas chega a 10,7 milhões

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SÃO PAULO – Com os investidores cada vez mais à procura de diversificação e aprimoramento de suas aplicações, o mercado brasileiro de fundos de investimento, nos últimos 12 meses, acompanhou esta tendência com expressivo crescimento. Nos últimos 12 meses, o patrimônio líquido total dos fundos do país saltou de R$ 828 bilhões para R$ 1,056 trilhão, o que representa um avanço de 27,43%.

O crescimento do mercado de fundos não se restringiu ao patrimônio líquido (PL) total doméstico. De julho de 2006 para cá, o número de fundos em vigor no país passou de 5.667 para 6.992, um avanço de 23,38%. Nesta mesma base comparativa, o número de cotistas cresceu em 300 mil, atingindo, no último mês 10,7 milhões (entre fundos de investimento e fundos de investimento em cotas).

Neste movimento ascendente, determinadas categorias de fundos de investimento tiveram maior crescimento do que outras, sobretudo devido aos movimentos dos mercados no período em questão.

O que os números dizem

A tabela abaixo relaciona a evolução do patrimônio líquido das dez categorias de fundos listadas pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).

Categoria de Fundo PL Julho/2007
(R$ bilhões)
PL Julho/2006
(R$ bilhões)
Variação
Curto Prazo 28,062 24,873 +12,82%
Referenciado DI 166,357 168,224 -1,11%
Renda Fixa 361,329 331,638 +8,95%
Multimercados 254,341 154,504 +64,62%
Câmbio 0,806 1,564 -48,47%
Dívida Externa 0,658 1,969 -66,58%
Ações 113,699 58,738 93,57%
Privatização 21,258 12,898 64,82%
Previdência 86,542 60,056 44,10%
FIDC 22,484 14,199 58,35%
Total 1.056 828,663 27,43%

Dentre as quatro categorias com maior PL – renda fixa, referenciado DI, multimercados e ações -, apenas os fundos referenciado DI apresentaram recuo no PL na passagem de julho de 2006 para o mesmo mês deste ano. Tal movimento pode ser justificado pela trajetória declinante da taxa básica de juro do país, a Selic, que, nos últimos 12 meses, passou de 15,25% ao ano para os atuais 11,50% ao ano.

Além dos fundos referenciados DI, as demais categorias que mostraram recuo em seus patrimônios líquidos nos últimos 12 meses encerrados em julho de 2007 foram os fundos cambiais e os fundos da dívida externa, em resposta à trajetória declinante do dólar frente ao real.

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Entre julho de 2006 e julho de 2007, a divisa norte-americana apresentou depreciação de 13,39% frente à moeda brasileira. Na contrapartida, acompanhando o aquecimento e o movimento ascendente do mercado acionário do país, os fundos de ações foram o principal destaque positivo, com avanço de 93,57% de seu PL.